De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

quarta-feira, maio 18, 2011

A caminho de BARRANCOS II

O nosso brigado à autarquia de Barrancos
Dia 4 – 14.MAI.11 – Sábado
MONSARAZ – MOURÃO – AMARELEJA – BARRANCOS
Do Parque para AC em Monsaraz, avista-se o Alqueva... era este o cenário pela manhã
Uma noite calmíssima com a ''alvorada'' a prometer um dia quente.
O casal francês saiu para a visita à pequena povoação encrustada nas muralhas.
Após o duche matinal e o pequeno almoço, forneci mais umas dicas ao casal para na ''subida'' até Valença visitarem S. Pedro do Sul, e o Porto e ainda para descerem um pouco para ''tarefas de viagem'' na AS para AC da Aldeia da Luz.
Retomada a viagem com passagem em Mourão e Amareleja e,  daí em diante, percorremos os algo sinuosos 26 km que percorrem a paisagem alentejana encravada e ladeada por território espanhol.
“A Barrancos só se vai de propósito; não é uma terra de passagem, como as outras”, afirma o professor Norberto Franco, no seu livro ''O porquê de Barrancos''.
Paisagem vislumbrando várias tonalidades verdes, adornada por imensos sobreiros, montados de azinho, chaparros e olivais...
Estrada algo estreita e ''ondulada'' mas comestível, que nos fez chegar ao ''objetivo da viagem'', o Encontro Anual de pessoas que há 40 anos atrás partilharam a vivência Angolana da guerra colonial.
Os ''xavalos'' dos ''gitanos'' barranquenhos...
Chegado ao ''ponto de encontro'' - a estação de serviço de combustível - de Barrancos, deu logo para ''conversar'' um pouco com família de etnia cigana que tentavam desesperadamente vender os animais... é que, segundo eles teem muitos ''em carteira'' e, os ''fulanos'' ficam caros porque comem muito... Por uns € 700,00 poderia ter ficado com um... 
O Agnelo (vindo de Londres onde labora), o Madeira (de Alcácer), o Próspero (de Oliveira do Bairro) e o Coronel-''ranger'' minhoto Fortes, colocam as recordações em dia. 
Os abraços do Manolo
No Restaurante Miradouro iniciamos a ''contenda''... que durou até meio da tarde.
Um pequeno vídeo para dar uma ideia do ''calor hospitaleiro'' dos Barranquenhos, na pessoa do Manolo.

Para ajudar a digerir tão completa ementa, seguimos um percurso de 12 Km pela fronteira norte de Barrancos de este para oeste, para conhecer o Castelo de Noudar.
O castelo estranhamente situa-se a 12Km para interior de Portugal deixando Barrancos na fronteira sem ''proteção''...
O Castelo de Noudar...
Vista do Castelo - Os terrenos da margem oposta são Espanhóis... lá ao fundo BARRANCOS...
De acordo com os testemunhos arqueológicos as primeiras incursões humanas no local remontam à pré-história, sendo um território depois sucessivamente ocupado por Romanos, Visigodos e Muçulmanos. 


Foram estes últimos os responsáveis pela primitiva fortificação no local, por volta do século X ou XI, quando terá sido edificada uma pequena torre ou castelo em taipa, com a função de controlar o caminho que fazia ligação a Beja.
As nossas viaturas lá no fundo, tendo Espanha na outra margem
Imensas papoilas dão um lindo colorido ao interior das muralhas
Vista a partir do Castelo de Noudar, com a Múrtega à esquerda e o Ardila à direita
O nosso agradecimento à Autarquia de Barrancos que gentilmente nos fez chegar pelo Manolo um livro é onde se dá conta da história de Barrancos e faz a transcrição do dialeto barranquenho  (transmitido de  geração  em  geração,  não  se ensina  nas escolas,  apesar  de  ter  havido  um  projecto –  abortado –  nesse  sentido),  dialeto esse ainda hoje falado pelas gerações  mais  velhas.



No regresso, paragem junto ao Rio que é o local escolhido pelos Barranquenhos para se refrescarem e piquenicarem.


Nunca havia passado para além de Amareleja. Aos poucos vou conhecendo melhor o nosso país, que sendo pequeno, ainda vamos tendo locais onde nunca tínhamos ido. 
Na zona de lazer, o fontanário onde as pessoas vão encher os garrafões não obstante o aviso de que não é água vigiada
O regresso ao Restaurante para finalizar o dia com uns petistos a fechar o evento.
Um dia bem passado em terras Barranquenhas.
Enquanto uns ficaram no Hotel da terra, ''aparquei'' a AC num largo próximo e apenas acordei com o estridente despertar de ''um garnisé'' ao nascer a manhã soalheira.
Percorridos: 569 kM (Dia 64Km)
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