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| A ''queima do Judas'' em V N Cerveira |
Dia 30.MAR.13 - sábado
Braga - Ponte de Lima - Viana do Castelo - Vila Nova de Cerveira
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| à passagem sobre o Rio Lima, em Ponte de Lima |
Já tardava na saída.
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| pela ainda não portajada AE que vai de Ponte de Lima a Caminha/Cerveira |
Fui aguardando com uma certa ansiedade a chegada do Sol... já não bastava a austeridade 'troikana', para o São Pedro comungar da mesma estratégia enviando-nos chuva de sobra.
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| da AE avista-se Caminha e o almejado céu azul. |
Desta feita, rumamos a Norte, até à simpática Vila de Cerveira.
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| Igreja de Cerveira |
Encontramos a terra repleta de forasteiros, sobretudo Espanhóis.
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| A entrada para o antigo castelo, onde já funcionou uma Pousada |
Estacionada a 'africana'' na AS onde encontrou uma vintena de companhias, saímos aproveitando o 'bom tempo' que fazia.
Visitamos a enorme e concorrida Feira. Uma imensidão de tendas. Um mar de gente onde o idioma que prevalecia era o Espanhol (Galêgo), ou não se situasse a Galiza logo ali na outra margem do Rio Minho.
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| a 'enorme Feira' de Cerveira |
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| O 'cais' do Rio Minho |
O agradável passeio pedestre pelos magníficos percursos pedonais ribeirinhos.
Mesmo se ainda estamos a uns meses da conhecida Bienal de Cerveira, sentimos uma Vila com muita vida, nas esplanadas centrais, na feira e no parque ribeirinho.
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| O 'barco' da Marinha no poiso habitual. |
O regresso ao magnifico espaço para autocaravanistas onde captamos em boa s condições o sinal de wifi (grátis) da autarquia.
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| A AS para AC |
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| O Rio Minho repleto de águas. |
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| O combóio que segue para Espanha não incomoda já que à noite, não circula. |
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| AS |
No final do jantar, sem contar, vimos anunciado um evento a que acabaríamos por assistir.
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| Com início às 22,30h. - A 'queima do Judas' iniciava-se no Largo principal |
A “Queima de Judas” de Cerveira tornou-se, após várias edições com sucesso, no maior espetáculo de teatro comunitário do Vale do Minho, durante a Semana Santa.
A 'cena' tem início no Largo nobre da Vila.
As pessoas após a intervenção inicial são convidadas a entrar 'no castelo' onde os 'figurantes' vão interpretando a divertida comédia.
Muita coisa aconteceu durante a representação, mas uma coisa é certa… Judas é condenado à fogueira!
Antes da sua morte, é lido o seu testamento, no qual é deixado ao Concelho e ao País, um conjunto de conselhos e críticas.
Os 'forasteiros' são convidados a 'levantar' uns pequenos 'judas' que no final revertem para os seus portadores.
O espetáculo magnífico termina por volta da meia-noite.
A meteorologia portou-se lindamente, ajudando à representação.
A crítica mordaz à política e aos políticos imperava de tal forma que ia divertindo a concentrada audiência.
Vila Nova de Cerveira cumpriu a tradição da Queima do Judas, uma festa popular que recupera o ritual pagão da morte do ano velho e da chegada da Primavera, numa representação onde se condena Judas e se festeja a ressurreição de Jesus.
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| A 'queima do Judas' |
Antes do momento simbólico da morte de Judas, é lido o seu testamento, com conselhos e críticas que, de forma jocosa, ajudam a reflectir sobre acontecimentos sociais e políticos do nosso tempo.
A representação esteve a cargo do Grupo de Teatro Amador de Cerveira - Outra Cena.
Já de regresso 'a casa', haveria de posar de posse do pequeno 'judas' que me tocou, ao pé de um dos 'grandes judas' que decoravam a Vila.
Percorridos: 92 km
Dia 31.MAR.13 - domingo de páscoa
VILA NOVA DE CERVEIRA - LA GUARDIA (E) - BAIONA (E) - TUY (E) - VALENÇA - VILA NOVA DE CERVEIRA
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| Edifício Municipal |
A passeata matinal, antes da partida para a Galiza, do outro lado do Rio.
O tempo fazia caretas, mas não passou de ameaça.
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| A Cerveira da Bienal |
Vila Nova de Cerveira (conhecida frequentemente apenas por Cerveira) é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho-Lima, com cerca de 1 400 habitantes.
É sede de um município com 108,46 km² de área e 9 253 habitantes (2011), subdividido em 15 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Valença, a leste por Paredes de Coura, a sueste por Ponte de Lima, a sudoeste por Caminha e a noroeste pela Galiza.
O ponto mais alto do concelho situa-se no alto de São Paio, com 638 metros de altitude, na freguesia de Loivo.
A sua principal freguesia é Campos, pois lá se situam os dois pólos industriais, que desenvolvem e dinamizam todo o concelho e concelhos limítrofes.
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| a passagem para a Galiza sobre o Rio Minho |
Decidido rumar a Baiona na Galiza.
O percurso escolhido, foi o de contornar o Rio Minho 'do outro lado' passando por La Guardia (A Guarda - defronte de Caminha).
Uma estrada agradável à beira-mar, onde os terrenos agrícolas se estendem até próximo do mar.
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| o 'farol' |
Finalmente a chegada à simpática cidade de Baiona com a sua enorme baía resguardada do oceano.
Caminhamos ao longo da sua agradável marginal.
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| as calmas águas da baía de Baiona. |
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| Baiona |
Ao avistarmos o avanço de nuvens ameaçando chuva, entramos num dos simpáticos bares da terra.
O 'lanche' escolhido para retemperar o organismo, foi um misto de 'tarte de peixe' com 'ovos rotos' com a ''canha'' Estrela de Galícia.
E lá voltamos a calcorrear a cidade.
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| os bonitos 'varandins' galegos. |
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| O centro citadino |
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| lá como cá |
A Igreja da Colegiada de Baiona
A bela colegiada, dedicada a Santa Maria e construída no século XIII, no local de uma anterior que estava sob a jurisdição do Mosteiro de Oia.
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| o altar-mor |
É um grande edifício do gótico galego, embora alguns o considerem de transição românica.
A planta é uma basílica de três naves e usa pilares quadrados com colunas de apoio envolvidas, arcos que por sua vez detêm os decks de madeira.
Mesmo se ligeira, a chuva acabou por nos 'empurrar'' para a casa rolante.
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| gaivotas em terra? Pois... sobre os tejadilhos... |
Havíamos decidido pernoitar por cá, mas... com a hora de verão a funcionar, optamos por o fazer em Tuy.
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| A passagem em Tuy |
Em chegados a Tuy, defrontamo-nos com uma 'festa de arromba', o que nos demoveu a não ficar na sua pequena mas agradável AS pois a música e demais ruído inerente à festa nos fez rumar ao lado Português - Valença -.
O tempo cinzento contudo levou-nos de novo a Vila Nova de Cerveira onde sabíamos encontrar companhia em sossego.
Percorridos: 103 Km ( Total 195 Km)
Dia 1.ABR.13 - 2ª feira de páscoa
VILA NOVA DE CERVEIRA - VIANA DO CASTELO - BRAGA
Depois de uma noite com períodos de muita chuva e até queda de granizo, aproveitamos para retomar o sono até final da manhã.
Os nossos amigos acabaram por partir mais cedo, para almoçar em Viana do Castelo, ficando nós até no Largo da Vila saborearmos o agradável café de pós almoço.
O reencontro deu-se em Viana do Castelo no parque vizinho ao 'Gil Eanes'.
Terminamos assim a pequena viagem de inicio de Primavera que ainda não nos convenceu, mas... pelo menos nos fez 'sair de novo da toca'.
Percorridos: 95 Km Total: 290 Km