De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

quarta-feira, março 23, 2011

A caminho da Andaluzia - Dia 12 a 23

Dia 12 - 14.MAR.11 - 2ª. Feira
FARO - CASTRO MARIM - SEVILHA (Esp)
Sempre tive a ideia de que no Algarve, alguns empresários funcionam a passo de caracol.
Temos estado a ''aguardar'' a vinda dum ''conjunto refrigerador'' para o frigorífico dos meus parceiros de viagem. Ora acontece que o diagnóstico terá sido feito da forma mais fácil, ou seja, substitui-se tudo... e já está... e há já uma semana que vamos ''empatando'' aguardando a vinda de Madrid do tal conjunto... 
Esta noite no parque de campismo da ilha de Faro, constatamos que o frigorífico funciona bem a corrente elétrica 220v.... novo telefonema para o representante no Algarve da ''Dometic'' e a resposta veio rápida... então basta ''mudar o queimador'', mas terei de pedir a Espanha e são mais cinco dias!...
Assim sendo, vamos avançar até à Andaluzia e pernoitar em Sevilha e veremos se os Espanhóis são mais eficazes...  bora lá...

A ''noiva sevilhana''...
Dia 13 - 15.MAR.11 - 3ª. Feira
S E V I L H A
À chegada ontem o céu estava negro! Chovia a bom chover... foi assim que demos entrada no magnífico Camping ''Villsom'' a cerca de 10 Km de Sevilha em Dos Hermanas.
GPS: N 37º16'39.4'' - W 5º 56' 11.7''.
Havia outras alternativas no centro da cidade - parques vigiados - mas por preço idêntico... ora a opção acertada é sem dúvida este Camping onde até a net é grátis.
Próximo existem hipermercados e o autocarro para a cidade custa apenas € 1,40!
Pela manhã é que se começa o dia. 
O céu ficou de novo límpido e aproveitamos para ir ao concessionário ''Burstner'' que também ten acreditação para os frigoríficos ''Dometic''... AUTOCARAVANAS HIDALGO.
Uma rápida análise e a resposta: Ok. Há que ''desentupir'' a sujidade do ''Butano'' mas há que retirar fora o frigorifico... coisa para uma a duas horas... aproveitamos para ''dar uma olhada'' na cidade dormitório de Alcalá de Guadaira.
Ainda da parte da manhã já o problema estava resolvido - 1 hora e meia de mão de obra - € 77,00!
Conclusão: Em Espanha, paga-se mas fica-se rapidamente com o problema resolvido.
As ''grades'' para os ''chiquititos''
Balcão de rua... para quem tem pressa... una copa de vinho... una canha...
Aqui mais uma vez entendi que a opção que eu próprio tomei de ''trabalhar'' apenas com 0 ''gas propano''... tem sido a mais acertada... o gas é ''mais limpo'', pelo que compensa trazer as 2 botijas a pesar mais 10 kg!...
O magnífico dia foi aproveitado para a revisita da cidade que revi após 27 anos.

Como não se pode visitar tudo, fui ao Museo das Belas Artes onde apreciei a bela exposição ''Imágenes Y Mitos en la pintura Andaluza''.



Mais de 170 pinturas que explicam os rasgos essenciais da evolução da pintura sevilhana do século XIX e inícios do Sec XX através de obras da Coleção Bellver.











O restante do dia serviu para um circuito pedestre com paragens para ''umas tapas e canhas''...
Chegada ao camping já noite, com as notícias da ''greve dos patrões de camionagem'' que me fizeram mudar para o canal Andaluz...






a moda já cá chegou... cadeados...



no cenytro histórico a Guardia Civil a cavalo
''bacalhau''...
Solidariedade com as crianças africanas.


Praça de Toiros de Sevilha
Auto-retrato
O aluguer é feito com cartão de crédito... 1 dia... 1 semana...
Governo da Andaluzia

Pistas para bicicletas... muitas...
Linda a Praça de Espanha





Consulado de Portugal... ainda...
Na minha cidade apanharam assim as folhas... em Sevilha... as laranjas...
Assim termino os meus olhares de Sevilha!

Dia 14 – 16.MAR.11 – 4ª. Feira
SEVILHA – ÉCIJA
À descoberta de pequenas localidades de Andaluzia, rolamos até Écija, uma pequena cidade que dizem ser imensamente quente no verão. Tem cerca de 40.000 habitantes.
Milhares de olivais em todo o percurso
De realçar as onze interessantes  torres barrocas das suas igrejas, sendo que algumas delas estão adornadas de azulejos.
Após a longa digressão por entre ruelas regressamos ao local de pernoita onde já lá estava um solitário AC alemão, no imenso largo multiusos próximo da central de camionagem.














Noite calma e agradável.
Percorridos: 1.358 Km Dia 105 Km

Dia 15 – 17.MAR.11 – 5ª. Feira
ÉCIJA – CÓRDOBA
Saída em direcção a Córdoba, que por ser uma cidade bastante procurada pelos turistas, procuramos o Camping do Ayuntamiento. O Gps deu-nos o azimute para lá chegar…
Camping ‘’El Brillante’’ na Avª del Brillante, 50 em Córdoba.
Foi-me atribuída ‘’uma parcela’’ o que originou o mesmo custo do casal com quem viajo. É claro que pedi o ‘’livro de reclamações’’ pois sendo um espaço municipal, não se justifica a não aplicação da ‘’tabela’’ que havia lido na net e na entrada do Camping, ou seja: € 9,00 pela AC e € 6,00/pessoa… assim… paguei € 23,00! (sem electricidade). Na reclamação referi a ‘’malcreadeza’’ do gerente do camping que não me queria facultar o ‘’livro’’ apenas o fazendo quando chamei a Guardia Civil… não perdi muito tempo pois havia que revisitar a cidade que como outras da Andaluzia não visitava há já 27 anos.
Do camping ao centro serão uns 3,5 km pelo que prescindi de tomar o autocarro que passa à porta e nem é caro (€ 1,20). Sempre gostei de percorrer as ruas e ruelas das cidades até aos centros históricos pois é uma forma de sentir o pulsar da cidade e… sempre vai ajudando a combater a obesidade…
Depressa cheguei ao centro histórico que como já previa estava pejado de turistas.
Dispenso o que vi no deambular na velha cidade pois as fotos, falam por mim.
No final da tarde, algo inesperada, surgiu uma trovoada acompanhada de chuva o que me fez desta vez regressar de autocarro.
GPS: N 37º 53’57’’  -   W 4º 47’14’’
Percorridos: 1.417 Km Dia 59 Km

CABRA
Dia 16 – 18.MAR.11 – 6ª. Feira
CÓRDOBA – CABRA – PRIEGO DE CÓRDOBA
O dia surgiu com um céu azul e um sol radiante.
A meio da manhã seguimos para o objectivo traçado de conhecer duas pequenas cidades encrustadas nas planícies onduladas repletas de olivais.
A saída de Córdoba fez-se pela Autovia de Málaga. Impressionante a quantidade de Auto Estradas que atravessam Espanha sem custos para o utilizador. 
Resultado da nossa opção de passar por CABRA, entramos na estrada nacional percorridos os primeiros 60 km.

CABRA terá uns 20.000 habitantes. Para que conste, dispõe de duas AS para AC. Estacionamos ao pé da Escola Secundária e percorremos as ruas centrais até ao interessante centro histórico.
Trata-se de uma cidade que juntamente com Priego e Lucena, é um dos conjuntos barrocos mais interessantes da província.

clicar na foto para saber mais

 Visitamos a chamada ‘’mesquita do barroco’’ a Paróquia da Assunção.
Nascente do Rio Cabra
O ''Ayuntamiento'' de CABRA
Para que CABRA AVANCE...
Avançamos um pouco até ao magnífico parque onde nasce o Rio Cabra para confeccionar o almoço na AS para AC.


Deixamos a cidade natal do escritor Juan Valera para rumar à descoberta de um dos povoados mais belos da Andalúzia – PRIEGO DE CÓRDOBA - .
Terminei a visita penetrando no formoso ‘’Barrio de la Villa’’ (conjunto Histórico-Artístico), antigo núcleo urbano da cidade de origem muçulmana. 


Nas suas estreitas e sinuosas ruelas e pracinhas, a cal das suas paredes e o colorido das suas flores, envolvem-nos em sensações de outras épocas. 




Dali desemboquei no ‘’Balcón del Adarve’’ que rodeia o ‘’Barrio’’. Trata-se de um enorme varandim natural que serviu de defesa da cidade e de onde se frui da quietude da paisagem Andaluz.


Antes passei no ‘’Ayuntamiento’’ onde na ‘’Oficina de Turismo’’ fui brindado por uma grande ‘’panóplia de informação’’, seguindo e percorrendo ruas onde se encontram as majestosas igrejas dignas mostras do barroco andaluz.
Passeei pela ‘’calle Rio’’ admirando as suas casas solarengas, cheias de detalhes barrocos, 

desembocando no monumento que, sem dúvida, é o emblema de Priégo: ‘’A fonte do Rei’’ (Monumento Nacional), composta por três tanques e rodeada por 139 canos (bicas) num constante debitar de água clara e cristalina. 

Logo ao lado no mesmo recinto encontrei a ‘’Fuente de la Salud’’ (também monumento nacional), com um frontespício de estilo maneirista.
Fuente de la Salud
Uma boa aposta esta visita onde o alcaide disponibiliza uma AS para AC onde sossegadamente pernoitamos.
E porque não o elogio ao magnífico Lar de 3ª. Idade? Aqui deixo o registo...
A ''Casa dos de maioridade''!
GPS: N 37º. 26.538’  -  W 04º 12.708’
Percorridos: 1.527 Km Dia 110 Km
''Donde eras?!''... Portugal. ''Entonces todas a hacer pose... já!!!''
Dia 17 – 19.MAR.11 – Sábado
PRIÉGO DE CÓRDOBA – GRANADA
A cidade velha de Priégo de Córdoba e o varandim onde ontem passeei.
Acordamos uma vez mais com o sol a bater em cheio na AC.
Ao sairmos para o exterior, o casal de AC espanhol, diz-nos que à entrada do enorme parque camarário se havia iniciado a feira semanal e que não poderíamos sair antes da quatro da tarde. Decidiram visitar a cidade… situação caricata, mas… com calma arranja-se sempre forma de resolver o problema…
Um ‘’idoso’’ diz-nos que poderíamos pedir a ‘’ajuda dos bombeiros’’… não entendemos bem a ligação, mas quem sabe… sabe…
Acontece que num dos lados do parque havia um portão ‘’de emergência’’ que permitia entrar no recinto da protecção civil… simpaticamente permitiram a nossa passagem pelo quartel… e já estava para trás o ‘’problema’’ …
Encetamos então a viagem para Granada. A duas dúzias de quilómetros começamos a avistar ao fundo a ‘’Sierra Nevada’’, completamente branca… lindo… num dia quente o contraste é espectacular.
À chegada a Granada, o Artur havia inserido mal as coordenadas o que nos levou até a um descampado… Desde logo meti os meus dois ‘’Gps’’ em marcha… e o camping escolhido de nome ‘’Granada’’… estava encerrado… abre na semana da Páscoa…
Consultadas as alternativas, verificamos que mesmo no centro da cidade, a escassos metros da ‘’central de autocarros’’ existe um Motel/Camping magnífico… foi lá que ficamos.
Camping : GPS N37º 11’ 53’’  -  W 3º 37’ 03’’
Confeccionado o almoço optamos por descer até à Catedral que dista 3,5Km. A garrafa de água começou a ser útil já que o dia soalheiro a ia pedindo.


Generalife
De mini-bus subimos até à imperdível ‘’Alhambra’’ que eu visitei até à hora de encerramento – 19 horas – e como ainda me sobravam forças… desci a calçada até ao centro histórico já noite dentro. 

Para a AC, fui de autocarro, claro…
Já conhecia Granada. Quando gosto dum local, dum lugar,… volto sempre para relembrar.
Imensa juventude em todo o percurso, o mesmo que se passou comigo quando por aqui andei há 27 anos.
Constatei que na cidade a exemplo do que ainda fazem em Sevilha, estava em construção uma rede de elétricos rápidos, vulgo ‘’metro de superfície’’.
Um dia cansativo mas positivo e agradável. O camping é de 1ª Categoria pelo que não dei por mal empregue o seu custo (€ 20,00 1AC +parcela+1pessoa). As deslocações na cidade custam € 1,20 e o ingresso na Catedral € 3,50. A Alhambra fica por € 6,00 a visita aos jardins e € 12,00 geral (Pessoas de + 65 anos ou pensionistas €9,00).
Percorridos: 1.618 km Dia 91 Km
Os meus parceiros de viagem... aproveitam ainda em Granada o bonito dia.
Dia 18 – 20.MAR.11 – Domingo
GRANADA - MARCHAL - PURULLENA - GUADIX - BAZA
Sempre a Sierra Nevada como fundo lateral...
Aproveitamos o agradável ''camping'' para preparar o almoço saíndo pelas duas da tarde.
Um sol radioso e a temperatura foi subindo até aos 30ºC ao sol.
Marchal com a ''cuca'' a ''cocar''...
Uma primeira saída da autovia para dar uma olhada às Carcavas de Marchal. 



Aqui começa a zona de ''cuevas'' de trogloditas que vão sendo ainda utilizadas nos dias de hoje pois no seu interior conseguem temperaturas que rondam os 20ºC todo o ano.
Francamente, pensava eu que apenas na Capadócia viviam ''trogloditas''...
Um detalhe de Marxal
Encosta dentro... as ''cuevas'' para viver...
Programamos seguir até Guadix já que na região existem ainda uns dois milhares de ''cuevas'' mas nova saída para visitar em Purullena,  uma das ''casa museu'' de nome ''La Inmaculada''.

O proprietário vai restaurando o interior.

Trata-se de conjunto onde a primeira ''cueva'' ao nível da estrada, logo à entrada, ao pé da lareira, a avó dava banho à neta numa ''bacia''... é claro que as pessoas servem-se da ''cueva'' para viver e angariar através das visitas do dinheiro para a sua vida. A entrada custa € 2,50!... na primeira ''cueva'' funciona a sua residencia.
Na segunda ''cueva'' no nível mais acima é uma representação das antigas ''cuevas'' de princípios do Séc XX;
Na terceira parte o ''museu etnológico'' onde representam a vida nas ''grutas'' ao longo de diferentes etapes da história.
todas as divisões restauradas 
A visita ofereceu-nos a possibilidade de percorrer o interior das três ''cuevas'' e dar um passeio pela história, observando desde os mais antigos utensílios usados pelos primeiros habitantes da comarca até chegar aos nossos dias..

adereços na parte museológica na ''cueva''
Esta ''casa'' cujo interior as paredes e tetos se encontram pintados de branco e os avanços técnicos na reconstrução permitem que as ''cuevas'' gozem de condições de habitabilidade iguais às casas convencionais.
o ''branco das cuevas''
Prosseguindo, nova paragem para pernoita em GUADIX.
a magestosa e grandiosa Catedral de Guadix
Era nossa intenção visitar a cidade o que fizemos e até encontramos um local agradável para ficar, mas como ainda era cedo encetamos circuito de AC à ''Barriada de Cuevas'', mas... a rua de acesso encontrava-se em remodelação nos seus 7 km pelo que o ''bom senso'' levou a que aproveitasse-mos para prosseguir até Baza onde estacionamos num pequeno parque de lazer paredes meias com Pavilhão Municipal com wireless, que estranhamente funcionava muito lenta e com falhas.
mais um local bem escolhido em BAZA
Parabólica ''no ar'' para ver as notícias... e... já está... para hoje chega.
Percorridos: 1.731 Km  Dia 113 Km
Pernoita: GPS: N37º29'11.7''  - W 2º46'4.1.'' (Wireless grátis na praceta)
Vélez Rubio
Dia 19 – 21.MAR.11 – 2ª. Feira
BAZA - VÉLEZ RUBIO - MÚRCIA - ALQUERIAS (MÚRCIA)
O dia nasceu repleto de nuvens negras... ameaçadoras, mas não passou de ameaça.
O objectivo de hoje, seria de calmamente chegar a Múrcia, cidade que por ser de ''interior'' próximo da costa, ainda não conhecemos.
Fuga à autovia para passear o olhar na pequena Vélez Rubio.
Serviu este desvio para conhecer a localidade e um pouco da sua história e abastecer alguns alimentos em falta e o combustível.
Não tendo o mau tempo passado de ameaça, apontamos para o único camping que dista uns 15 a 20 km de Múrcia. 













Achamos o local inadequado, sem nada de interesse à volta e com a autovia à ilharga... prosseguimos ''na dúvida'' em direcção a nova AS para AC a uns 10 km do lado oposto de Múrcia, e mesmo ''apalpando'' com os Gps chegamos finalmente à ''simpática'' AS de jovem casal Murciano, uma área ''semeada'' no meio de imensos pomares de limoeiros. Milhares de limoeiros.
Emigrantes colhiam limões... aos milhares... estava-mos na dúvida se era ali... mas era mesmo!
As imediações... existe pista para bicicletas que vai para além de Múrcia.
Impressionante...até as águas do Tejo são ''transvazadas'' para aqui...
jamais tinha visto tanto limoeiro a abarrotar... juntos...
Há quem por enxertia faça nascer laranjas e limões na mesma fruteira
Uma tradição local... a apanha de ''pombos''... colocam um macho e as fêmeas são colhidas às centenas.

À chegada demos uma passeata na aldeia contígua de Alquerias e no regresso participamos no ''lanche'' de boas-vindas que nos proporcionou o Juan e sua companheira.


A ''ementa'', de nome PAPARAJOTES, que ''in moment'' era preparado pelos proprietários do espaço. Uma folha de limoeiro, passada em mistura de onde saía uma espécie de ''patanisca'' muito agradável. 
A acompanhar um ''Licor de Hierbas'' que desapareceu num ápice tal a voracidade dos nossos vizinhos holandeses e alemães. Um bom convívio.


Aqui fica o recente e agradável espaço:
AS para AC: ALQUERIAS/LOS RAMOS - CAMPER PARK "Huerta de Murcia" 
................................Calle los Cánovas 30589 LOS RAMOS Murcia - España
GPS: N 38º0'25.5''   --   W 1º 2' 38.3''
Percorridos: 1.935 km Dia 204 Km
Real Casino de Múrcia... Os olhos e a figura de uma mulher alada que cai envolta em chamas seguem a quem a olha desde qualquer ângulo da sala produzindo um curioso efeito ótico.
Dia 20 - 22.MAR.11 - 3ª. Feira
MÚRCIA
Conforme proposta de Juan, o proprietário da AS, às dez da manhã foi levar-nos ao centro histórico de Múrcia no seu ''Jeep 4x4''... qual safari africano. 
A ''tarifa'' é de € 5,00/pessoa ida e volta.
ACatedral
Demos a nossa volta ao centro histórico de Múrcia.
A visita da chegada foi a Catedral. 
O Paço Episcopal.
Logo a seguir Igreja de São João de Deus e museu anexo, com descida ''guiada gratuita'' à soterrada e recentemente descoberta da antiga ''mesquita''.

Igreja de S. João de Deus
A única foto possível da visita
Visita ao emblemático ''Real Casino de Múrcia'' cuja cconstrução inicial data de 1847 que de seguida ilustro:
O Real Casino de Múrcia
A entrada magnífica do Casino
Se fora em Portugal... um escândalo... mas no Real Casino de Múrcia o ''engraxador'' lá está no Hall...
Lá estou eu na foto da sala 1... 
Alhambra? Não. Casino Real de Múrcia
O meu olhar
Galeria Central coberta por abóboda acristalada e recoberta de mármores
O Hall de entrada
Biblioteca Inglesa obra de 1913
Biblioteca 
Congresillo
Um quadro de Obdulio Miralles que chama a atenção, não só pela sua beleza, como pela história que esconde.
Salão de baile
Salão de baile


Antesala
Tocador... com o Je em ''fundo''...

De comunicador de visita guiada, o auto-retrato
O almoço no ''Mamamia'' italiano serviu para retemperar forças.



Praça das Flores



E o regresso ao ''hotel rolante'' aproxima-se sem que antes não tenha estudado a Avifauna Urbana.
 Já entendi quem com o chilrrear me desperta pelas manhãs.



Cabo de Palos

Dia 21 – 23.MAR.11 – 4ª. Feira
MÚRCIA – CABO DE PALOS – LA MANGA DEL MAR MENOR
Toda a ‘’santa noite’’ choveu e ventou.
A manhã , contudo, apresentava algumas nuvens mas a temperatura ambiente era agradável.
Ao sair da AC para ir aos ‘’aseos’’… mal havia posto o pé no degrau… vi que a AC estava rodeada de 2 cm de água em redor… Como o espaço apenas abriu em Setembro, não tinha ainda caído no local tanta chuva continuada… nada que o Juan não tenha já pensado resolver. Para já, colocou uma pequena bomba de água para desviar a pequena lagoa para o contíguo canal de irrigação.
À saída da AS... limões aos milhões
Depois do duche matinal, saímos e percorremos toda uma nova autoestrada (A7) que vai para Caartagena. Na estrada nacional que passa ao lado da autovia, foi a mesma adaptada a pista para bicicletas… uns 20 km de ‘’azul’’…
As pistas para bicicletas sempre ao lado da Autovia
Mais de um espanhol nos disse que se viajávamos para ‘’La Manga’’, deveríamos aproveitar para provar um prato muito apreciado em Cabo de Palos.
Apontamos para lá. 
Cabo de Palos
Muitos restaurantes junto ao pequeno porto de mar.
Fomos a um dos de melhor aspecto o restaurante ‘’ El Navegante’’ e pedimos ‘’entradas de alho’’ tipo ‘’pathé’’, salada, uns ‘’chipirrones’’- choquinhos fritos que estavam deliciosos e finalmente a tão propalada especialidade  ‘’Calderos de arroz’’. 
Aqui falhamos já que, o arroz (tipo paelha) não tinha  peixe… deveríamos ter pedido ‘’Calderos de arroz com peixe’’… mesmo assim o dito encontrava-se agradável.
Coisas de funcionalismo que nada faz...
Ao chegar ao porto, deparamos com um aviso na AC… estávamos descansados porque não havia qualquer proibição… e até um pescador havia dito que se podia estacionar.
Afinal. A Direcção do Porto pensa que AC… Non!... Coisas de zelosos funcionários públicos que nada mais fazem…
Prédios com arquitetura de mau gosto... em La Manga
Percorremos toda a península de La Manga até ao términus (18 km), constatando que um vento forte provinha do lado do Mar Mediterrâneo.  
Puente de La Risa
Aqui termina a península de La Manga...
Do lado do Mar Menor as águas apresentavam-se  muito calmas, contudo havia menos espaço para estacionar pelo que,  ficamos numa pequena via lateral sem saída ao pé de algumas vivendas desabitadas,  junto a um dos poucos espaços próximo do Mar Menor.
Ficamos aqui a meia dúzia de metros do Mar Menor... mais calmo...
Passados uns instantes, eis que chega casal francês com quem partilhamos o parque em Múrcia… haviam-me questionado para onde ia… et voilá… ‘’colaram-se’’ a nós.
Pernoita: N 37º 29’11.7’’  -  W 2º 46’4.1’’ (El Galan)
Percorridos: 2.045 Km Dia      Km 110 Km

Dia 23 – 25.MAR.11 – 6ª. Feira
MAZARRÓN – ÁGUILAS – S.JUAN DE LOS TERREROS (PULPI)
Mazarrón
Acertamos em cheio ao ter pernoitado junto ao empreendimento de moradias. Permitiu-nos ligar a TV satélite sem sobressaltos e passamos uma noite super calma.
Prosseguimos optando pela estrada nacional próxima do mar. Estrada sinuosa por entre pequenos montes arredondados tendo nos vales imensas culturas agrícolas e muitos pomares.


Um desvio de 6 km até (Puntas de) Calnegre, para dar uma olhada a duas áreas de serviço para AC que, embora próximas do mar, se encontram encravadas em terrenos de cultivo com um aspecto muito rudimentar.
Decidimos regressar à estrada nacional para Àguilas.
Ao chegarmos a Àvilas voltamos a entrar na província de Andaluzia… como ‘’autocaravanistas ‘’… atingimos o objectivo de viagem, superando-o e fazendo uma incursão desde Velez Rúbio na província de Múrcia/Cartagena.

Uma imensidão de estufas nos percursos
Em Àvilas estacionamos sobre a praia, junto de meia dúzia de outras AC e a pé pelo recém reformulado passeio marginal, visitamos uma povoação em grande crescimento junto ao mar. 
Uma nova marina dotada de um bom parque de estacionamento vigiado por câmaras de vídeo, mas onde nenhuma viatura se encontrava estacionada, mesmo se não existe qualquer proibição ou limitação de acesso a AC. As centenas ou milhares de AC de várias nacionalidades preferem parar em pequenos grupos em locais dispersos pela imensa costa. 
Ao chegarmos, tivemos ainda tempo para confecionar o almoço com o bater das ondas à porta.
O local para confecionar o almoço.
Fomos encontrando várias AC estacionadas nos locais mais inimagináveis e ao passar em S. Juan de los Terreros havia uma placa de sentido proibido do lado esquerdo da faixa de rodagem… verificamos que o GPS apontava para lá… percorridos uns 2 km a estrada estava cortada, é aí que um casal holandês, simpaticamente nos diz para contornarmos a ‘’barragem’’ para o lado do mar… (pensavam que queríamos local para estacionar) e por entre um imenso palmeiral deparamos com umas boas dezenas de AC encaixadas por entre o palmeiral e a vegetação marítima… imaginamos estar em Marrocos… 
Não era nossa intenção pernoitar nesta localidade mas, perante espaço tão acolhedor, não hesitamos.
Fechamos as viaturas e a pé, fomos à descoberta da povoação que dispõe de boas praias.



GPS: N 37º 21’4.0’’  ---  W 1º 40’51.1’’
Percorridos: 2.208 Km Dia 80 Km
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