De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) - África - -Angola - São Tomé e Príncipe (S. Tomé +Ilha Príncipe + Ilhéu das Rolas) - Ilhas - Madeira + Porto Santo + Açores (S.Miguel+Terceira+Pico)

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segunda-feira, maio 23, 2011

O Antes e o Pós de uma VIAGEM

Dia 21 e 22.MAIO,2011 - Sábado e Domingo
ALGURES AO PÉ DO OCEANO
Uma vez mais no fim de semana fui em direcção ao Atlântico.
Havia que arrumar ideias sobre pequenas viagens passadas e projetar as futuras.
O dia acordou nublado mas terminou com um lindo sol no final da tarde.
As inúmeras gaivotas esvoaçavam até que um vento algo desagradável mas suportável as obrigou a rumar a ''terra''... fazendo as mais afoitas, aterragem sobre as viaturas que por ali aparcavam.
Na última viagem à Andaluzia, em Punta Umbria, conhecemos vários casais de partes diversas de Espanha. Um dos autocaravanistas, pela sua vivacidade, simpatia e alegria, deu nas vistas ao ponto de entender que estava perante um habitante de Tarragona daqueles de se lhe tirar o chapéu.
Fomos em grupo pelas ruas de Punta Umbria às compras ao mercado. Pelo caminho trocamos impressões de viagem.
Enviou-me uma ''compilação fotográfica'' com todos os que pernoitaram naquele lindo local junto ao mar.
Está mais que provado, que uma viagem começa nos preparativos e em acabando, ficam as recordações e as novas amizades que são alento para futuras viagens.
Um ''Bem~Haja'' ao Paco e a todos os outros amigos do País vizinho que tão bem nos trataram.
 Por cá, deu tempo para uma caminhada junto ao mar, para o lado norte.
 Conversei com as gaivotas que iam aterrando sobre os automóveis.
 Fui constatando que as pessoas começam a estender-se nos areais e até já houve qquem entrou mar adentro.
Quando o vento foi chegando, logo após novo percurso para os lados da Póvoa de Varzim, uma nova pausa para ler o livro que me foi oferecido na última viagem a Barrancos : ''FILOLOGIA BARRANQUENHA'' de J. Leite de Vasconcelos, editado antes de eu ter nascido.
Imperiosa a sua leitura, para entender melhor aquele hospitaleiro povo que visitei, terra esta que há uns anos tinha curiosidade em conhecer. 
Passei os olhos na parte que dá nota sobre ''a fala de Barrancos'', informação geográfico-histórica - influência ''hespanhola'', gramática... contos... etc.
Engraçadas as cantigas populares:
Uzólhu requere ólhu
I u curaçõi,
I u meu riquerê uh teu
Em certa ucaziõi

Barrâncu, pu sê Barrâncu,
Tambêi têi çérrah de pãu,
Tambêi têi moçah bunita
I preta cumò carbão.
Já entendo também como lidar com com os animais... ahahah
Chamar os gatos: miçu, miçu, miçu,ç,ç,ç,...
Os cães: bôju, bôju, bôju. E buxe,xe,xe,...
Afugentar as galinhas: ôx, ôx,ôx...
Os Contos
Uma bêh era um negucianti, i tinha tre' filha': a' dua' mai' belha' erom muntu baidoza', i a mai' nóba era mai' çuçegada, i çe xamaba Belhita....
Por certo que voltarei a Barrancos e... a Tarragona.

quinta-feira, maio 19, 2011

A caminho de BARRANCOS III


Dia 5 – 15.MAI.11 – Domingo
BARRANCOS – AMARELEJA – ALQUEVA – PORTEL – VIANA DO ALENTEJO – TORRÃO – ALCÁCER DO SAL – ALBERGARIA – ALCÁCER DO SAL – BARRAGEM DO PEGO DO ALTAR
Travessia alentejana de leste para oeste - O Coração do Alentejo
Já a manhã findava e uma vez mais mudamos de rumo. Havia pensado subir ali pela zona de Marvão, mas o convite para ir próximo de Alcácer com parte da comitiva, alterou-me os planos.
Atravessei o Alentejo de lés-a-lés de Este para Oeste, seguindo o percurso ''curto'' de um dos GPS.
Levou-me de Amareleja ao Alqueva cuja albufeira revisitei. Sempre muitos visitantes curiosos... barragem plena...

pela dimensão do automóvel lá em baixo, a meio da estrutura, se tem a noção da grandiosidade do complexo
Mesmo a jusante a água não rolava por entre a encosta por encontrar a barragem seguinte de ''portas fechadas''...
Fontanário em Viana do Alentejo
Prossegui por Portel e Viana do Alentejo... sempre que me desloco ao Alentejo, apetece-me sempre parar em todas as pequenas localidades, conversar com os locais e tentar entender como se desenrola a vida nestas simpáticas e hospitaleiras terriolas... mas... a ''gastronomia'' também me atrai e me faz trair a intenção de percurso a percorrer.
''passarinhos'''
Finalmente chegado ao Restaurante ''Km10'' do Madeira, nosso ''camarada de armas'' ali para os lados de Albergaria na estrada nacional que liga Alcácer do Sal a Grândola, já a mesa estava posta num recanto familiar do Restaurante.
A ''estrela'' do suculento almoço? Um arroz de ''passarinhos''... E mais não digo... 
A fora de comum zona de descarga da Barragem Pego do Altar

As despedidas da família Madeira que tão bem nos recebe, dos restantes amigos que rumaram a suas casas lá mais para norte e a minha decisão foi de pernoitar num local que não havia ainda experimentado nem tão pouco conhecia... Logo após Alcácer (onde ficaria bem junto ao Rio ou no camping municipal), na estrada que vai para Montemor-o-Novo, após 12 km de Alcácer, na margem da Barragem do Alto do Altar. 
Melhor cenário que este?
O local tem próximo um Restaurante. Não fiquei só pois estavam lá AC Alemãs e Francesas que apenas foram como eu pernoitar.
Um autocarro transformado com automóvel atrelado... que juntamente com os restantes Alemães me deu entender que passariam vários dias no local.
Noite calmíssima.
GPS - N 38º 25' 14.8''  W 8º 23' 30.1''
Percorridos: 777 km (dia 208 km)
Dia 6 – 16.MAI.11 – 2ª. Feira
BARRAGEM PEGO DO ALTAR – ALCÁCER – MARATECA – INFANTADO – PORTO ALTO – VILA FRANCA DE XIRA – CARREGADO – VENDA DAS RAPARIGAS – BATALHA
Decidi rumar a casa. Muito zangado comigo próprio por não ter ficado mais uns dias a ''pastar'' no Alentejo... levei uma das bicicletas mas não saíu do poleiro... é que o calor não convidava e a TV (se não tivesse a ''box'' nem saberia) anunciava chuva e trovoadas...
Mudei de percurso e apontei para Vila Franca de Xira. Como já é habitual há muitos anos o trânsito na EN até ao Carregado é intenso. O restante percurso já bem conhecido fez-se normalmente.
Repleta de AC a AS da Batalha
A bicicleta não saíu do poleiro...
À chegada à Batalha constatei que a autarquia havia terminado a requalificação do parque contíguo à AS para AC, que ficou bastante agradável. A zona estava repleta de AC.
a AS mesmo ao pé do Mosteiro da Batalha
Conforme o previsto, a chuva caiu copiosamente e o ribombar dos trovões convidaram.me a ficar no ''habitáculo'' a confecionar as refeições.
Percorridos: 973 km (dia 196 km)
gps: N 39º 39' 41.5''  W 8º 49' 31.8'' 
Dia 7 – 17.MAI.11 – 3ª. Feira
BATALHA - BRAGA
Quem passa na EN1 não fica indiferente perante a magnitude do Mossteiro da Batalha
Pela manhã voltei uma vez mais a entrar no Mosteiro que óbviamente é Património Mundial. De uma enorme grandeza, só possível em tempo de abastança... não direi do Povo, mas do País, ou melhor do ''Poder''.
rendilhados maravilhosos
A entrada principal
a entrada lateral
A chuva aliviou e mesmo assim ainda meti o tacho ao lume para continuar o regresso.
,magnífica beleza
Mosteiro da Batalha e estátua equestre de Nuno Àlvares Pereira
A opção já assumida foi de percorrer o IC1, até ao Porto.
É claro que mesmo tendo terminado a chuva a viagem se torna mais cansativa, pelo que do Porto a Braga não resisti e fiz o derradeiro trajeto em Auto Estrada.
Terei forçosamente de voltar ao Alentejo!
Percorridos: 1.225 Km (dia 252 km)

quarta-feira, maio 18, 2011

A caminho de BARRANCOS II

O nosso brigado à autarquia de Barrancos
Dia 4 – 14.MAI.11 – Sábado
MONSARAZ – MOURÃO – AMARELEJA – BARRANCOS
Do Parque para AC em Monsaraz, avista-se o Alqueva... era este o cenário pela manhã
Uma noite calmíssima com a ''alvorada'' a prometer um dia quente.
O casal francês saiu para a visita à pequena povoação encrustada nas muralhas.
Após o duche matinal e o pequeno almoço, forneci mais umas dicas ao casal para na ''subida'' até Valença visitarem S. Pedro do Sul, e o Porto e ainda para descerem um pouco para ''tarefas de viagem'' na AS para AC da Aldeia da Luz.
Retomada a viagem com passagem em Mourão e Amareleja e,  daí em diante, percorremos os algo sinuosos 26 km que percorrem a paisagem alentejana encravada e ladeada por território espanhol.
“A Barrancos só se vai de propósito; não é uma terra de passagem, como as outras”, afirma o professor Norberto Franco, no seu livro ''O porquê de Barrancos''.
Paisagem vislumbrando várias tonalidades verdes, adornada por imensos sobreiros, montados de azinho, chaparros e olivais...
Estrada algo estreita e ''ondulada'' mas comestível, que nos fez chegar ao ''objetivo da viagem'', o Encontro Anual de pessoas que há 40 anos atrás partilharam a vivência Angolana da guerra colonial.
Os ''xavalos'' dos ''gitanos'' barranquenhos...
Chegado ao ''ponto de encontro'' - a estação de serviço de combustível - de Barrancos, deu logo para ''conversar'' um pouco com família de etnia cigana que tentavam desesperadamente vender os animais... é que, segundo eles teem muitos ''em carteira'' e, os ''fulanos'' ficam caros porque comem muito... Por uns € 700,00 poderia ter ficado com um... 
O Agnelo (vindo de Londres onde labora), o Madeira (de Alcácer), o Próspero (de Oliveira do Bairro) e o Coronel-''ranger'' minhoto Fortes, colocam as recordações em dia. 
Os abraços do Manolo
No Restaurante Miradouro iniciamos a ''contenda''... que durou até meio da tarde.
Um pequeno vídeo para dar uma ideia do ''calor hospitaleiro'' dos Barranquenhos, na pessoa do Manolo.

Para ajudar a digerir tão completa ementa, seguimos um percurso de 12 Km pela fronteira norte de Barrancos de este para oeste, para conhecer o Castelo de Noudar.
O castelo estranhamente situa-se a 12Km para interior de Portugal deixando Barrancos na fronteira sem ''proteção''...
O Castelo de Noudar...
Vista do Castelo - Os terrenos da margem oposta são Espanhóis... lá ao fundo BARRANCOS...
De acordo com os testemunhos arqueológicos as primeiras incursões humanas no local remontam à pré-história, sendo um território depois sucessivamente ocupado por Romanos, Visigodos e Muçulmanos. 


Foram estes últimos os responsáveis pela primitiva fortificação no local, por volta do século X ou XI, quando terá sido edificada uma pequena torre ou castelo em taipa, com a função de controlar o caminho que fazia ligação a Beja.
As nossas viaturas lá no fundo, tendo Espanha na outra margem
Imensas papoilas dão um lindo colorido ao interior das muralhas
Vista a partir do Castelo de Noudar, com a Múrtega à esquerda e o Ardila à direita
O nosso agradecimento à Autarquia de Barrancos que gentilmente nos fez chegar pelo Manolo um livro é onde se dá conta da história de Barrancos e faz a transcrição do dialeto barranquenho  (transmitido de  geração  em  geração,  não  se ensina  nas escolas,  apesar  de  ter  havido  um  projecto –  abortado –  nesse  sentido),  dialeto esse ainda hoje falado pelas gerações  mais  velhas.



No regresso, paragem junto ao Rio que é o local escolhido pelos Barranquenhos para se refrescarem e piquenicarem.


Nunca havia passado para além de Amareleja. Aos poucos vou conhecendo melhor o nosso país, que sendo pequeno, ainda vamos tendo locais onde nunca tínhamos ido. 
Na zona de lazer, o fontanário onde as pessoas vão encher os garrafões não obstante o aviso de que não é água vigiada
O regresso ao Restaurante para finalizar o dia com uns petistos a fechar o evento.
Um dia bem passado em terras Barranquenhas.
Enquanto uns ficaram no Hotel da terra, ''aparquei'' a AC num largo próximo e apenas acordei com o estridente despertar de ''um garnisé'' ao nascer a manhã soalheira.
Percorridos: 569 kM (Dia 64Km)