De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

sábado, dezembro 12, 2009

Escutar o silêncio

Poucos, mas... bons!...
Dia 12.DEZ.09 - Sábado
GERMIL - PNPG
A paisagem do dia... lindaaaaaa...

Recém chegado da Serra da Estrêla e aproveitando uma vez mais o previlégio de residir próximo da nossa Serra do Gerês – Parque Nacional da Penêda Gerês -, havia que aproveitar a limpidez proporcionada pela quási ausência de nuvens, nevoeiro, chuva e vento… rumando desta vez a uma aldeia a 17 km da Ponte da Barca, no limite dos distritos de Braga e Viana do Castelo.

Quando realizamos uma caminhada apercebemo-nos que realmente precisamos de abrandar um pouco o nosso ritmo e modo de vida. Desfruta-se ao máximo e de uma forma tranquila do típico ambiente das aldeias minhotas, das paisagens do PNPG, do contacto com animais no seu ambiente natural e da beleza arquitectónica da região. Esta actividade pouco exigente técnicamente e adaptável às condições físicas de cada um tem cada vez mais adeptos.


Uma vez mais, imbuídos deste espírito, mesmo tendo faltado vários dos habituais caminheiros por compromissos natalícios (almoços de empresa, festas de natal dos filhos, etc) comparecemos às 7 da manhã no local habitual em Braga.
A caminhada iniciou-se no aglomerado de características serranas da aldeia de Germil. Às 8,30 h. estávamos já a deixar para trás a bucólica paz da tradicional aldeia serrana, para entrar num ambiente de montanha, por caminhos empedrados e trilhos de pastores. A sobranceira e majestosa Serra Amarela, o corte afiado dos montes que nos rodeiam, as chãs e courelas e as fantásticas formações geológicas, constituem os elementos de adorno desta bela paisagem.

Alternando entre o vale e a montanha, decorrendo ora por entre culturas e pastagens, ora por entre matagais e pequenos bosques de, sobreiros, carvalhos e castanheiros, o itinerário integra, não apenas uma fauna e flora rica e variada, mas também vários exemplares do património histórico-cultural da região.

Seguidamente, um caminho íngreme, leva-nos dos 600 mts ao topo da montanha, a 1.100 metros de altitude, cujo esforço é de fazer parar a respiração. Aí, o vento mal se sentia e o sol aquecia, aproveitamos para lanchar ao mesmo tempo que apreciávamos a paisagem em redor dos 360º do marco geodésico - Alto da Carvalhinha-.
 
Chegados ao cimo, avistando já os vales do Vez e Lima, a um lado e, numa sucessiva ondulação de relevos, as serras da Cabreira, Campo do Gerês, Carvalheira, Calcedónia e  Serra d’Arga, seguimos pelo cume da outra colina e outra surgiu defronte, o alto do EIDO, enriquecido por uma fauna e flora diversificadas. Fiquei no sopé deste já muito próximo do cume.
Sentei-me numa enorme fraga num pequeno desnível entre montes,  enquanto os meus companheiros sondavam ‘’os topos em redor’’…
Havíamos deixado para trás um enorme rebanho de cabras com o chocalhar característico, guardadas zelosamente por jovem pastor e pelos atentos cães de guarda.
Sentado, pousei a cabeça sobre ‘’o cajado’’ e nuns bons quinze minutos, de olhos fechados, como que numa interior meditação transcendental, ‘’escutei o silêncio’’… maravilhosa toda aquela quietude de montanha.
No regresso dos meus parceiros de caminhada, prosseguimos a descida, No final deste simpático caminho, rodeados por uma vegetação autóctone onde predomina a carqueja, o tojo e a urze, podemos, numa atitude terapêutica, recuperar as forças e retemperar o espírito para o resto da caminhada.

A ponte das poças
Nos restantes caminhos que serpenteiam a encosta, reiniciamos a descida até entrar, num velho trilho que, em ambiente bucólico por entre campos laboriosamente trabalhados, nos leva até Germil, sem antes nos fazer atravessar um caudaloso ribeiro na Ponte das Poças. Este lugar, cujas origens se perdem no tempo, é o mais emblemático deste percurso. Carregado de história e de estórias, constitui um conjunto arquitectónico que pela sua simplicidade e rusticidade surpreende qualquer visitante.
Terminamos o passeio de dificuldade média, pelas 15,30h.. Deslocamo-nos de viatura até Entre-Ambos-Os-Rios, onde não importa a que hora da tarde, ao calor das lareiras nos servem simpáticamente, um apetecido almoço – Restaurante BARCA AZUL telef. 258 588 353.


Em todo o percurso, os ''garranos'' estavam lá... este ''atrevidólas''... andava excitadíssimo... grande safado!...
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