De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

domingo, fevereiro 03, 2013

Peneda neve regressa de novo

P E N E D A
2.FEV.2013 - SÁBADO
Depois do brutal ''saque'' de que todos nós fomos vítimas pelo Estado, eis que este mês de Fevereiro sinto um novo alento.

Vou ter um aumento na pensão de € 430,00 líquidos!!!

Verdade! Acabei de pagar o empréstimo bancário da ''casa fixa''...
Para comemorar esta nova ''esperança'' havia que sair em direção à serra... fruindo a natureza.
Como já vem sendo habitual, juntei-me aos meus amigos caminheiros despertando cedo para percorrer, estrada fora, o percurso que de Braga, passa na serpenteada estrada para os Arcos de Valdevez, onde infletimos para São Bento do Cando, em plena Serra da Peneda.
Infelizmente vou constatando que este tipo de ''desafio'', é visto por alguns, como impróprio para a idade... sendo um facto que muitas das pessoas minhas amigas, jamais aceitariam calcorrear 18 km numa qualquer serrania.
Não sei até quando, sei, isso sim, que me sinto maravilhosamente bem e o ''dar à perna'' das 9h. às 15h... passando dos 900 mts para os mais de 1.300 mts... o terei feito ''sem peta de fadiga'', ora com vento, chuva, pequenas bolinhas brancas, quais ervilhas brancas a estralejar no pouco rosto descoberto, ora ainda na parte final com a queda de flocos de neve!!!
Já na estrada sobranceira ao vale onde se avista o Santuário da Sra da Peneda.
à chegada à aldeia de S. Bento de CANDO - frio e ameaça de chuva
a capela da aldeia - S. Bento do Cando
Com o dia frio e possibilidades de chuvas... havia que dotar o ''corpinho'' do necessário para enfrentar as hostilidades a saber:
Aldeia de contrastes de rara beleza - S. Bento do CANDO
> Botas à prova de frio... e água... confortáveis (para evitar entorses);
> Meias de lá sem costuras;
> ''Polainitos'' para passar zonas de mato/tojo (não utilizados hoje);
> Calças apropriadas para evitar o ''roço entre pernas'' (de inverno);
> ''T-Shirt'' interior para eliminar os suores;
> Camisa desportiva;
> ''Polo'' tipo ''Lafuma'' para o frio;

> ''Kispo'' para a chuva e frio;
> Gorro ou chapéu ou boné;
> Mochila com ''o lanche'', a água;
> ''Manga'' para o pescoço e cabeça (utilizada hoje em todo o percurso o que é raro) apenas até que o aquecimento da caminhada o dispense;
> Luvas;
> ''Baguete extensível'' para ''apalpar terrenos encobertos e ajudar na passagem de ribeiros;
> ''Ponche'' com capuz, que com a chuva tapa da cabeça aos pés, mochila incluida (não utilizado hoje).
No ''arranque'' fui-me deixando para trás... pressas para quê?
Iniciadas as hostilidades num ápice pois o frio cortante não favorecia a pasmaceira.
paisagens de grande bucolismo
São Bento do Cando, freguesia da Gavieira, concelho de Arcos de Valdevez, é um importante pólo de peregrinação devotado a São Bento.
A Capela de São Bento, com torreão, apresenta num dos dois sinos a data de 1751. Pouco depois de 1758, erigiu-se uma Irmandade, vindo mencionada, em 1795, no tombo da freguesia de Soajo que descreve a freguesia da Gavieira:
«No sitio ou veranda do Cando há uma capela da invocação de São Bento com irmandade e serve para nela se dizer missa, tendo os moradores capelão à sua custa ou dos devotos que se juntam nos dias vinte e um de Março e onze de Julho, dedicados ao mesmo glorioso Santo Patriarca e em outros dias do ano ».
já com a aldeia para trás...
a carta aplicada aos Gps de serviço (3)
2 percursos assinalados (PR) e (GR), que não seguimos
Atravessamos uma aldeia remota de nome Branda das Gusbalhinhas, onde poucos turistas lá irão concerteza. Passamos o ribeiro saltitando as rochas que lá estavam de meio em meio metro.
Nascentes do Rio Vez
Já com uns quilómetros percorridos, mais um obstáculo, desta vez, contornado sem ser necessário o barco para atravessar... o Rio Vez, pertinho das nascentes nas Lamas do Vez.
Nascentes do Vez - Lamas do Vez
Já nas nascentes do Vez, a neblina começou a adensar-se a tal ponto, que equacionamos a hipótese de regressar... mas... não desistimos de animo leve... prosseguimos mesmo se com neblinas densas o ''gozo'' da caminhada esvai-se, tornando-se até perigoso caminhar afastado neste caso dos 9 ''teimosos''...
binóculos? para quê?
Havia que se levantar ''o moral das tropas'', pelo que foram sendo entoadas músicas e cantares para enfrentar o ''grizo'' que cada vez mais nos assolava.
Nesta parte do percurso, o ''chapinhar'' era constante...
A alegria voltou aos nossos semblantes pois algumas abertas aliadas ao bom estado do pequeno estradão, levaram-nos até ao cume da Peneda, mesmo se os nossos narizes haviam funcionado como os camaleões... mudando para a côr encarnada.
tudo gelado...
O objetivo estava práticamente atingido.
Mas lá ''no caruto'', a neblina/nevoeiro arrastada com um vento forte e frio, deu apenas para registar o momento e pensar de novo no regresso... afinal ao meio dia fizemos 9 km a subir... e agora havia de os repetir, descendo.
dá para entender... de onde vem o vento frio...
Repetimos a dose... mas... com a paisagem sempre diferente com as variações constantes da atmosfera.
Para gaúdeo de tod(a)os... os flocos de neve foram caindo nos primeiros 2 km de regresso.

nova passagem do Rio Vez
Já com a barriga a pedir alimento... caminheiro sofre mais nestes últimos quilómetros...pior ainda com uma chuva marota a ensaiar mas a não vingar de todo...
parece um pequeno estradão... e é... mas a água rola por ele... obrigando-nos a ziguezaguear...
Para o almoço escolhemos o já conhecido e simpático Restaurante dos Arcos de Valdevez - PONTE NOVA, onde o Sr. Dias nos recebeu de novo de braços abertos.


Percorridos: 180 Km.
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