De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

domingo, outubro 28, 2012

Outono por terras de Bustelo

Chegou o Outono, e com ele, as tonalidades que mudam e nos oferecem novas e diferentes paisagens de quentes cores.
Dia 27.Out.2012 - Sábado
BRAGA - ENTRE AMBOS OS RIOS (entre Ponte da Barca e Lindoso)
A decisão estava já assumida.
Um custoso despertar pelas 6 da manhã.
Ainda fazia noite.
Rolamos meio sonâmbulos pela sinuosa estrada em direção a Ponte da Barca de onde infletimos para o ''km 50'' da estrada para Lindoso.
Estacionadas as viaturas na confluência do ''km 50'' em Entre Ambos Os Rios, iniciamos mais uma diferente viagem pedestre pela natureza, onde as paisagens nos oferecem sempre diferentes tonalidades para ver, apreciar e sentir.
Às 8 e meia da manhã, já de botas ao caminho, pelo estradão que gradualmente vai subindo e nos leva de uma cota de 100 mts a 370 mts... uma subida gradual que nos faz ir retirando alguns dos agasalhos mesmo se o céu ainda nos vai mostrando nuvens de abundante azul escuro que sopradas pelo vento de leste as levam em direção ao oceano.
Nos tempos da minha meninice, os mais velhos diziam-nos que este tipo de núvens não debitavam chuva, pois iriam ao mar para ''encher'' e depois voltar...
Grande parte do trajeto matinal confina com enormes giestais que ameaçam nos próximos tempos invadir o estradão e nos vão cerceando as magníficas paisagens do alto Minho.
Já lá no alto, uma placa rudimentar, no meio do nada, assinala o local onde em zona granítica se situam várias gravuras rupestres.

Apreciadas as enigmáticas imagens, prosseguimos por paisagens entrecortadas por ocasionais  chilreios da passarada e o cantarolar das águas cristalinas dos inúmeros regatos e ribeiros que fomos atravessando.

O fronsoso arvoredo ia deixando esvoaçar as folhas caducas e as tonalidades de verde iam cedendo aos amarelos e castanhos. Os garranos iam emprestando vida à paisagem. Um percurso isento das já familiares ''eólicas'' e ''marcos geodésicos'' tinha como adereços de registo as enormes torres metálicas de energía elétrica.
Já lá no alto, uma zona de frondosas árvores onde os tons de ocre nos iam deliciando o saudável ambiente.
o traçado prévio
O percurso encetado decorreu pela passagem da Cumieira, Chã dos Cabanos, Danta, até Bustelo.
Todo o percurso se desenrolou na margem esquerda do Rio Lima, tendo como ''pano de fundo'' o ''Alto da Pedrada''.
Até aqui, tudo ''rolou nos conformes'', era previsível fazer-se uma caminhada de grau de dificuldade reduzida, mas...

Após a descida ''a corta mato'', iniciamos uma pequena aventura provávelmente por havermos confundido nos mapas aquilo que nos parecia trilhos mas mais não eram que muros ancestrais onde a vegetação cortava os percursos e os declives em direção a abundantes ribeiros nos iam ''dando a volta'' ...
De Bustelo até Britelo, percorremos acidentados terrenos pejados de cerradas infestantes conhecidas por ''giestas''... uma praga.
Aqui e ali sempre nos ia surgindo um ou outro cogumelo que nos iam merecendo atenção pela sua beleza.
daqui em diante... a dureza do percurso
uma tartaruga milenar?
Antigos caminhos abandonados pelas envelhecidas populações, deram lugar a vegetação abundante que nos foi obrigando até a rastejar para a ultrapassar...


Imensa lenha que já nem aproveitamento tem... apenas quando um incêndio se encarrega de a dizimar...

Entre nós, sempre se comenta, que ''nunca'' nos perdemos... basta que a noite não chegue... 
um enorme medronheiro repleto de fruto...
Depois de ''algum sofrimento'' decorridas duas horas de subir e descer declives, passar obstáculos e ''exercitar a coluna'',... um caminho... vestígios de ''gente'' e imensos montículos de ''bosta'', eis-nos próximo do final da caminhada.
Um ''disco voador''?

ao fundo o Rio Lima
Finalmente a aldeia de Britelo, com cinco centenas de habitantes,  onde fomos recebidos pelo latir dos inúmeros canídeos que defendem as casas dos seus donos. Fomos conversando com meia dúzia de habitantes que nos receberam com curiosidade e agrado.
Britelo
Havia ainda de completar o percurso de dois km de alcatrão que sendo a parte restante do percurso, é sempre a parte mais custosa.


Pelas 3 da tarde, rumamos ao já conhecido Restaurante de ''Ambos os Rios'' onde as simpáticas manas uma vez mais nos abasteceram gastronomicamente.
O Rio Lima
Cerca de 15 km num bom dia para caminhar em terras do Alto Minho.
O regresso a Braga com vontade de repetir.
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