De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

sábado, fevereiro 06, 2010

Busteliberne

Confesso que aquando da convocatória para a caminhada de hoje, desconhecia o significado de Busteliberne,... até senti dificuldade em pronunciar tal nome.
Trata-se de pequena aldeia do concelho de Cabeceiras de Basto.
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(Os ''oito'' da caminhada de hoje...)
Com as condições climatéricas adversas, nada mau termos reunido um grupo ''tão numeroso''!!!
As ''técnicas'' do INEM não marcaram presença, os jovens pais, continuaram a tratar dos filhotes ( inexplicávelmente o ''veterinário'' apareceu...) e até o jovem casal de VNFamalicão justificou a ausência por terem de ir ''plantar batatas''!... Por mim, bem as batatas ''grelavam''!!!
Lá acordamos pelas seis da manhã, com o céu escuro e uma chuva suave mas molhadiça.
Às sete e tal, já a caminho, em direcção de Cabeceiras de Basto. Estrada de curvas e contracurvas... tendo que, às nove da manhã, já as botas estavam a sair para os trilhos na aldeia de Bucos (Cabeceiras de Basto).
O percurso da responsabilidade do nosso grupo, foi percorrido por trilhos e a ''corta mato'', deste Bucos até ao alto do marco geodésico cuja altitude 1.200mts foi atingido após 3 horas e meia,  depois de percorridos 8 km sempre a subir!
Encaixada na extremidade Noroeste do concelho de Cabeceiras de Basto, São João de Bucos é uma freguesia serrana onde se respiram os ares da serra da Cabreira. Fazendo fronteira com os concelhos de Vieira do Minho, Montalegre, Fafe, esta localidade abarca uma área territorial extensa, apresentando um baixo índice de povoamento. A economia de subsistência assenta na agricultura e na pecuária.
Com um elevado património natural e etnográfico, Bucos é um repositório etnofolclórico. É também uma terra de jogadores do pau, que de forma hábil manuseiam este instrumento, outrora utilizada como arma de defesa.
Do património edificado, destaca-se a Igreja Paroquial, o Cruzeiro, o espigueiro de Carrazedo, considerado o maior do Minho, e belas casas em cantaria de traçado rural. O pisão de Bucos foi outrora um dos locais de interesses turístico a assinalar, cuja existência é indissociável das artes e ofícios ali praticados. Referimo-nos à tecelagem de lã e do burel. 






Ainda vestimos os ''ponches'', tais as ameaças de chuva,... mas... apenas as negras núvens e os nevoeiros alternaram até aos cumes onde nascem dezenas de ''eólicas''. Lá no alto, o frio apertou, obrigando ao cerrar agasalhos e o lanche soube pela vida.


Iniciamos a descida indo desanuviando o cerrado nevoeiro e o frio.

Dois ''pequenos acidentes de percurso'' surgiram. O ''professor'' ao relatar empenhadamente uma estória, deixou-se ''resvalar'' no trilho, e estendeu-se no caminho...
Levava um 'spray'' do género do utilizado pelos massagistas dos estádios e serenou o joelho bem adornado de ''varizame''... mas bem cheiroso...
Ainda não refeitos desse tombo e eis senão quando, o seu mano por culpas imputadas a um calhau, deu um voo como se fora atirar-se a uma piscina... mas, vá lá,... foi só o susto...



Já me habituei a que quando um ''cota'' cai, pode até ficar a seguir uma semana de molho, mas, na caminhada seguinte, lá está ''todo arrebitado''...
Finalmente, passamos na ''tal'' aldeia de nome ''Busteliberne''.


Património edificado, caça, percursos de BTT, percursos de Trilhos pedestres e escalada são alguns dos pontos de interesse desta pitoresca aldeia, recentemente alvo de um plano de recuperação devido à sua típicidade. Serrana por natureza, apresenta uma traça característica nas casas e moinhos.
Em todas estas zonas, sobretudo na zona de merendas da Veiga,  até dói, ver que o lixo é deixado pelos ''piqueniqueiros'' e alguns ''pato bravos'' da construção civil... 

E pronto... pelas 15,30h estavamos de partida para a sede do concelho - Cabeceiras de Basto - onde nos esperava a professor Jorge Mangas que simpáticamente nos apresentou no:


''CAFÉ CABECEIRENSE'' (Telef. 253662220) , na Praça da República, mesmo no centro da urbe, que nos serviu um almoço agradável de bacalhau de cebolada regado com um verde tinto da região.
Mais um dia bem passado - de bem com a Mãe Natureza!
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