De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) - África - -Angola - São Tomé e Príncipe (S. Tomé +Ilha Príncipe + Ilhéu das Rolas) - Ilhas - Madeira + Porto Santo + Açores (S.Miguel+Terceira+Pico)

sábado, maio 30, 2020

N2 - Dia 8 de viagem - 28maio2020 - Crónica de Autocaravanista Itinerante (nº 52/2020) - Parque Ecológico do Gameiro/Fluviário de Mora - MORA - BROTAS - Ciborro - Montemor-O-Novo - Escoural - Alcáçovas - Torrão - FERREIRA DO ALENTEJO

N2 - Dia 8 de viagem - 28maio2020 - Crónica de Autocaravanista Itinerante (nº 52/2020) - Parque Ecológico do Gameiro/Fluviário de Mora - MORA - BROTAS - Ciborro - Montemor-O-Novo - Escoural - Alcáçovas - Torrão - FERREIRA DO ALENTEJO
Por sugestão de Amigo destas lides, decidimos procurar com dificuldade local de estacionamento na pequena aldeia de Brotas.
De pouco serviria pois o calor já apertava e a Igreja de Nossa Senhora das Brotas, muito embora tivesse-mos pedido à Sra que lá tem acesso, foi-nos dito que não a podia abrir derivado ao 'Covid'. Este templo é do século XV - séc XVIII.
A pequena ermida dedicada a Nossa Senhora das Brotas que deu origem à igreja e ao santuário foi fundada em data incerta – é comprovadamente anterior a 1424 –, prolongando-se a construção do templo atual e do núcleo urbano que cresceu nas suas imediações pelos séculos subsequentes. Trata-se de um conjunto de elevado valor patrimonial, tendo a igreja sido classificada em 1956 como Imóvel de Interesse Público.
O santuário de Brotas liga-se, segundo a lenda, a um milagre ocorrido cerca de 1400: uma vaca que pastava teria caído ao fundo do barranco no qual hoje se ergue a igreja; um pastor achando o animal já morto propunha-se esfolá-lo quando lhe surgiu a Virgem com o Menino e lhe disse que no local construísse um templo em veneração da sua imagem. Imagem essa que miraculosamente ali talhou do osso da perna da vaca, já amputado pelo pastor; após a aparição o pastor constatou que vaca estava viva e com os membros intactos (a pequena imagem de Nossa Senhora de Brotas, em marfim, que se encontra atualmente no nicho do Altar das Almas, é popularmente identificada com aquela que a lenda diz ter sido talhada no osso da vaca).
A fama do milagre levou ao local um vasto número de romeiros (contar-se-iam milhares nos dias de grande celebração), provenientes em particular do Alentejo e da Península de Setúbal, expandindo-se essa fama para fora de Portugal na sequência dos Descobrimentos. E embora o poder de atração do santuário se tenha reduzido drasticamente nos séculos XIX e XX, com uma afluência cada vez mais escassa de fiéis (no presente o templo desempenha as simples funções de igreja paroquial), Por último, em Brotas, as Festas em Honra de Nossa Senhora das Brotas ocorrem anualmente no segundo fim de semana de agosto.
Igreja de Brotas
Prosseguimos viagem em mais um dia tórrido, impróprio para viajar no Alentejo interior.
A vida nos campos não pára e o gado pasta em inúmeros locais campestres.
Haveríamos de cruzar Montemor-O-Novo e Escoural sem efetuarmos paragem por já conhecermos e pelos motivo já invocados de canícula insuportável.
Entretanto, chegados a Alcáçovas, conseguimos uma sombra agradável.
Os meus parceiros decidiram almoçar 'fora' num Restaurante da terra.
No meu caso, optei pela volta à terra e regressar para almoço na autocaravana.
Alcáçovas
Locais a Visitar em Alcáçovas
Capela de Nossa Senhora da Conceição - sécs. XVII/XVIII
Igreja Matriz - séc. XVI
Igreja da Misericórdia - séc. XVI
Paço dos Henriques de Transtâmara
MUSEU
Oficina-Museu de João Penetra - exposição de chocalhos

Paço dos Henrriques


Alcáçovas -  Capela das Conchas



Alcáçovas
Retas de arvoredo no Alentejo



Ainda pensamos ficar no Torrão, mas a vontade de parar era nenhuma pelo que o destino do dia, seria Ferreira do Alentejo.
Ao que tudo indica, Ferreira do Alentejo terá nascido no período neolítico. Desde então, a vila alentejana foi ocupada por vários povos – facto comprovado pelos inúmeros achados arqueológicos de origem calcolítica, visigótica, romana e árabe.


Apesar da força da agricultura, há também lugar para a pesca em Ferreira do Alentejo, nomeadamente junto à Barragem de Odivelas. Já no âmbito turístico, a região é procurada não só pela história, como pelas paisagens e zonas de caça que alberga.
A Capela do Calvário é também conhecida por Capela de Santa Maria Madalena – a quem a obra é dedicada – ou Igreja das Duas Pedras. O monumento icónico foi construído no século XVI e é hoje considerada como património cultural. A planta cilíndrica foge às convenções arquitetónicas e faz com que o edifício se destaque pela diferença. As dezenas de pedras de pequena dimensão que lá encontramos são uma referência às pedras atiradas a Jesus Cristo na via-sacra.

Capela do Calvário


Média mais baixa foi de hoje
Percorridos 131 Kms
Local de pernoita em Ferreira do Alentejo
Percorridos: 131 Kms

sexta-feira, maio 29, 2020

N2 - Dia 7 de viagem - 27maio2020 - Crónica de Autocaravanista Itinerante (nº 51/2020) - SERTÃ - Vila de Rei - Sardoal - Abrantes - Bemposta - Domingão - Montargil - FLUVIÁRIO de MORA


N2 - Dia 7 de viagem - 27maio2020 - Crónica de Autocaravanista Itinerante (nº 51/2020) - SERTÃ - Vila de Rei - Sardoal - Abrantes - Bemposta - Domingão - Montargil - FLUVIÁRIO de MORA
Ainda aventamos a hipótese de continuarmos na bela sombra da Sertã, contudo acabaríamos por partir com o calor já a apertar.
Não tinha de ser, mesmo assim, o não tem de ser também teve muita força.
Decorrida uma vintena de kms, eis-nos chegados ao desvio para o Centro Geodésico de Portugal que visitamos. Situa-se no concelho de Vila de Rei, a uma altitude de 600 mts de onde se pode ter uma visão de 360º. 

quarta-feira, maio 27, 2020

N2 - Dia 6 de viagem - 26maio2020 - Crónica de Autocaravanista Itinerante (nº 50/2020) - GÓIS - SERTÃ

Barragem 
N2 - Dia 6 de viagem - 26maio2020 - Crónica de Autocaravanista Itinerante (nº 50/2020) - GÓIS - Alvares - PICHA - Venda da Gaita -  Pedrógão Grande - Barragem do Cabril - Pedrógão Pequeno - SERTÃ
Muito embora tendo ficado a meio caminho entre a ASA de Góis e a praia fluvial, antes de partirmos, fomos os estreantes nas tarefas de despejar e encher no espaço entretanto aberto esta manhã de apoio aos Autocaravanistas.
ASA de Góis em modo de reabertura



A saída de Góis não foi nada fácil pois para acertar na N2 foi um caso dos trabalhos.
Descoberta a saída, numa via de curvas e contra curvas, por entre florestas mistas de árvores autóctones e inúmeros eucaliptos bem em cima da estrada, lá fomos avançando sempre com o Gps a querer que alterássemos a rota para o IC, uma epopeia digna de registo.
No posto do Turismo de Góis, foi-me dito que no final do concelho iríamos passar no Km 300 junto à aldeia de Alvares.
Os meus parceiros de viagem ainda pararam 2 kms antes para fazermos a foto 'do meio caminho', ora como havia pensado ser em Alvares, nem parei.





À memória entretanto veio-me a nojenta reportagem da TVi sobre os 'coitadinhos' dos empresários dos campings ( receber apoios do lay-off ) e para juntar ao choradinho um comentador 'reputado' de nome MSTavares a chamar-nos de 'porcos e sujos' pois sem nada pagar fruíamos os mais belos recantos do País...
Em tempos deixei de ver e ouvir Marcelo ainda mais sabendo das suas ligações aos DDT do BES, até lhe escrevi obtendo resposta de que ao lhe colocarem questões sobre a família poderosa de R Salgado, o mesmo 'pigarreava a todo o instante'. Resultado desse meu desabafo, lá tratou do pigarrear e foi eleito PR!
Depois comecei a excluir o pequenitates do Marques Mentes e da Ferra o Leite... e agora o mesmo acontecerá com outro 'amiguinho' dos DDT que corroborando com os donos da TVi veio destilar um ódio nojento sobre quem rola de autocaravana e não pode nem quer passar a vida em Hotéis ou campings.
Nem pensam pois quem pratica este tipo de turismo e quer como agora parar/visitar 3 ou mais localidades, pode e deve 'ficar na rua' ou em locais invejáveis por este tipo de gente.
É claro, que não me identifico com uma grande parte de cidadãos nacionais ou não, que não se sabem comportar nem destrinçar o que é viajar com responsabilidade, sem abrir toldos, colocar mesas no exterior, acender fogareiros, etc etc... sim existem porcos como em todas as terras quer se façam transportar em que tipo de viaturas for...
Perante isto, mais força de vontade terei para sobretudo no interior viajar, parar, visitar sem restrições de espertalhaços de alcofa.
PICHA passada...
Posto isto, e sobre este trajeto da EN2, direi que a exemplo do que aconteceu com a minha visita ao Cabo Norte na Noruega, a EN2 é uma 'maluqueira enorme' que jamais repetirei.
Troços de traçados obsoletas, estreitos, sem sinalização e onde o consumo do 'caracal' passa dos 8,4lts/100kms para 9, 10 e 11 em cada um dos troços percorridos até aqui.
Quanto às paisagens, com a exceção da região do Douro, poderiam à mesma ser apreciadas nos IP ou Ic com menos 'stress'.
Venda da Gaita para trás...
O trajeto mais certeiro e sem dramas aconteceria logo após a passagem da aldeia de PICHA e mais adiante na próxima VENDA DA GAITA. Em Pedrógão Grande, nem paramos tal o calor, indo em busca de frondosa sombra ali ao pé na Barragem do Cabril onde almoçamos.
Paragem para almoço na Barragem do Cabril









Dali em diante, nada de anormal, sendo que ao entrarmos no concelho da Sertã, digno de registo as placas estarem sempre assinaladas.
Na Sertã, estacionamos próximo do rio num dos tais cenários invejados pelos que ACIMA me referi.
SERTÂ
















_P_ na Sertã - sob frondosa sombra


Percorridos: 76 Kms