De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Douro Vinhateiro outonal

Dia 13.nov.13 - 4ª. feira
BRAGA - AMARANTE - PESO DA RÉGUA
passagem na Vila das Taipas
Outono, estação associada à queda das folhas e a castanhas assadas, num dia com temperaturas próximas das médias mais altas registadas nos últimos anos, nesta época, mas sem atingir o pico de 2004.
É Outono - Com a Natureza diferente, vestida de todo o seu esplendor.
As árvores mostram-se em tons de laranja, vermelho, castanho, amarelo e verde, como se fora a paleta dum pintor que passou por cá e deixou o traço na diversidade de cores.
Na Régua, com acesso gratuito à eletricidade
Mesmo se os dias soalheiros, começam a arrefecer. As folhas tombam formando tapetes coloridos dando ao ambiente uma beleza única.
Gosto desta estação do ano e de calmamente percorrer parte do nosso Portugal observando a mudança que nos visita.
As aves partem para terras longínquas em busca do alimento e do sol.
Este ciclo da Natureza, desperta em mim o sentido de mudança e da beleza que a Natureza nos proporciona.
Há que rumar desta vez ao Douro Vinhateiro, onde é tempo de colheita dos olivais maduros, do vinho novo e ainda das castanhas...
Cada 'parcela de estacionamento' com eletricidade
Percorridos: 93 Km
Dia 14.nov.13 - 5ª. feira
PESO DA RÉGUA - ADORIGO - TABUAÇO
o passeio pedestre matinal pela zona ribeirinha, sem os habituais forasteiros
Todas as Estações do ano tem algo de diferente que as distingue entre elas, mesmo sabendo que com as alterações climatéricas derivadas do aquecimento global nos vão desabituando das velhas definições de outrora.
Nesta época do ano, os dias são mais curtos e anoitece cêdo pelo que há que aproveitar e deixar de ficar em casa nos silêncios das tardes.
um magnífico espaço de lazer
Saí em busca dos crepúsculos doirados.
O friozinho ao fim do dia, os vidros gelados no início da manhã, o vento que se torna presente à medida que a luz abandona o céu… 
Tudo aponta para o início do Inverno nestes “sintomas” sazonais que se começam a sentir. 
Mas o sol… O sol de Outono tem outra doçura… Outro encanto… Outra magia… Ele chega devagarinho, tímido e vai inundando de luz o dia que aparentava ser cinzento; suavemente aumenta a intensidade e vai poisando na nossa pele. Como um apaixonado na hora da conquista, ele vai avançando aos poucos, atrevido, aquecendo cada vez mais. O calor vai-nos inundando e invadindo e o bem estar instala-se, suavemente. 
Chega a hora da despedida e ele, tal como um amante que nos conquista, abandona a nossa pele devagarinho, vamos começando a ficar arrepiados de frio e de saudade e despedimo-nos completamente rendidos a este amigo maravilhoso. 
as pontes da Régua
O sol passou por aqui e inundou-nos com a sua magia. 
Talvez venha amanhã outra vez, ou no outro dia … 
O sol de Outono é como a nossa vida, é como o amor, é como o sal… vem e vai, mas o seu efeito fica para sempre. Deixemo-nos aquecer por este sol de Outono e não fiquemos tristes quando ele parte, o melhor é guardarmos a sensação de calor na pele e virarmo-nos para o frio sorrindo por mais uma dádiva, mais um dia, mais uma esperança. 
Ainda não inaugurada - Àrea de Serviço para autocaravanas do Peso da Régua (água, luz, descargas... ) - Perfeirto!
esperemos que a manutenção deste espaço se mantenha operacional
A AS vista do alto da ponte pedonal
Uma ponte pedonal na fase de acabamentos



a visita à Estação de comboios onde apodrecem algumas pérolas dos caminhos de ferro


uma motorizada sobre carris

a bicicleta ferroviária...

Gente


após o almoço, prosseguimos percorrendo a margem esquerda do Douro até à sobranceira aldeia de Adorigo
a passagem da barragem da Régua
já no alto de Adorigo, assistimos à 'queimada' de ervas para de seguida colherem as azeitonas dos inclinados olivais
na outra margem, o alto da Galafura
Um sol maravilhoso de Outono
A JF de Adorigo adornou as bermas da estrada com bonitos pés de rosa...

rendido à soberba paisagem

as inúmeras 'fumarolas outonais'...
depois das vindimas... a colheita de azeitona nos olivais
o silêncio da paisagem quebrado pelo silvo do comboio lá no fundo na outra margem


com o final de dia, as pessoas regressam a casa e nós seguimos para a capital do concelho - Tabuaço
O melhor local encontrado, no _P_ próximo da Piscina e Escola Secundária

O agradável jantar, em casa de parentes e amigos.
A visita a adega onde o bom vinho maduro, 'do Porto', bom figo encerrou o dia.
Percorridos: 130 Km ( dia 33 km ) - (N 41º06'59.6'' W 007º.34'20.4'')
Dia 15.nov.13 - 6ª. feira
TABUAÇO - GRANJA DO TÊDO - TABUAÇO - S. JOÃO DA PESQUEIRA

Pela manhã, a convite dos nossos Amigos, fomos conhecer ali a uns 15 km a bela aldeia da Granja do Têdo, onde nunca havíamos estado.
Granja do Tedo é uma freguesia do concelho de Tabuaço, com 4,67 km² de área e 214 habitantes (2011). Densidade: 45,8 hab/km².

Foi sede de concelho até 1834, quando foi integrada no também já extinto concelho de São Cosmado. Era constituído apenas pela freguesia da sede.
o 'adro' das festas serve para secar o milho
Bastante rica em termos de história e património cultural, existem no seu território vestígios arqueológicos que nos fazem recuar ao período romano, nomeadamente os troços de viação antiga que ligam a Granja do Tedo a Longa e a Leomil, e talvez as fundações das actuais pontes que atravessam o Tedo e o Tedinho, provavelmente recuperadas na Idade Média, se tivermos em consideração os cavaletes pronunciados, e depois reedificadas no século XVII, conforme documentação da época.
Do período medieval existirão as ruínas do antigo Mosteiro beneditino de São Fraústo e do templo que serviu de paroquial, depois capela de São Sebastião, nos lugares do Santo e Mártir, bem como um fragmento de tampa de sepultura medieval cristã, actualmente guardada no pátio do Solar Oliveira Rebelo.

Do século XVII subsistem as ruínas do Hospício dos Frades que se achava ligado à Capela da Senhora do Socorro, e que foi erigido para convalescença dos frades doentes de Salzedas, administradores da referida Capela. Referência, também, para a denominada Casa dos Mouros, ainda sem estudo e datação que a atribua a um período histórico específico, e o conhecido e enigmático Poço de Ferro, no leito da ribeira de Leomil.
a praia fluvial do Têdo
No que concerne ao património religioso é de referir a excelsa Igreja Matriz da Granja do Tedo, com excelente altar-mor joanino, a Capela das Chagas de São Francisco (com a qual se instituiu o Morgadio da Granja do Tedo), a Capela de Nossa Senhora do Socorro, concluída em 1615, e a rocaille Capela de Nossa Senhora das Mercês, da 2.ª metade do século XVIII, incorporada no solar dos Oliveira Rebelo, ou ainda o Cruzeiro no Largo do Adro, do século XVIII, os Passos da Via-sacra, espalhados pelas ruas da povoação, e o pequeno Nicho de Santo António, à entrada do lugar do Povo de Baixo.
No plano da arquitectura civil privada poderão ser observados, além de uma grande variedade de outros imóveis habitacionais edificados entre os sécs. XVI e XIX, diversos edifícios solarengos, designadamente o majestoso solar dos Oliveira Rebelo (Morgados da Granja do Tedo) e um Palacete seiscentista, ambos no Povo de Cima, ou ainda o palacete da família dos Lucenas e Mergulhões, no Povo de Baixo, no seio da qual foi instituído, por ordem real, o título de Visconde da Granja do Tedo.
Recentemente, a Granja do Têdo foi beneficiada, no âmbito das actividades do Centro Rural de São Martinho das Chãs, em que se insere, com um parque de merendas, uma praia fluvial e um jardim histórico que pretende recordar o amor de D. Thedon e da princesa árabe Ardínia.






percorremos a pé o percurso desde a aldeia até à ponte sobre o Têdo




já no regresso, paramos na subida para apreciar a panorâmica geral da aldeia

Chegados às proximidades de Tabuaço, breve paragem para visitar o recém inaugurado Hotel Douro Inn.
lá do alto do Hotel avista-se Tabuaço
subimos à suite presidencial... ao fundo o complexo das piscinas onde pernoitamos
o centro de Tabuaço
Antes de deixarmos Tabuaço, o almoço no Restaurante ''Tábua d'Aço'' na piscina.

Prosseguimos viagem sempre por paisagens que nos dispensamos descrever pois as imagens falam por nós...













Muito próximo de São João da Pesqueira, surge à esquerda uma simpática AS para autocaravanas, num enorme largo térreo na proximidade do Restaurante que lhe deu vida. Paramos para as necessárias tarefas de reabastecimento e descargas... e continuamos...
Já a noite caía quando chegamos a São João da Pesqueira.
Estacionamos no _P_ da retaguarda do Tribunal por ser um local central e que nos garantia sossego absoluto durante a noite.
o edifício onde funciona o Tribunal de São João da Pesqueira

Percorremos a pé o centro lanchando num simpático café próximo da Câmara Municipal.
o percurso da jornada
O edifício da Câmara Municipal

Percorridos: 163 Km ( dia 33 Km ) ( N41º 08'46.6''  W 007º 24´07.4'' )
Dia 16.nov.13 - sábado
S. JOÃO DA PESQUEIRA - aldeia de S. Xisto - FERRADOSA - S.SALVADOR DO MUNDO - barragem da Valeira (Cachão) - Foz do Tua - ALIJÓ
















Mesmo a seguir à Ferradosa encontramos São Xisto, aldeia onde se podem visualizar as imponentes encostas do vale da Ferradosa, recheadas de vinhedos e maciços graníticos em harmoniosa conjugação.
Para além destes panoramas e miradouros, poderá o turista praticar desporto em caminhadas, ou então percorrer por canoa, quilómetros de rio a montante da Ferradosa, através das águas acalmadas pela barragem da Valeira.Um percurso lindíssimo que permite ao visitante conhecer em profundidade o imponente vale, o núcleo rural de S. Xisto com os magníficos panoramas sobre o Douro.
O microclima do vale tem as características mediterrânicas do Alto-Douro, porém no Verão as temperaturas são elevadas.
A geologia do local dita os materiais com que as casas são edificadas. Imperam os granitos a norte, nos maciços montanhosos, visíveis no filme, e a sul, na região mais planáltica os xistos.

Assim as casas e muros da aldeia de São Xisto têm as paredes em alvenaria de xisto, as soleiras e padeeiras em granito, as varanda emolduradas em madeira.
As condições climatéricas favoráveis à agricultura privilegiam os laranjais, os olivais e as vinhas. 
Observamos na margem direita do Douro várias quintas, que no conjunto com outras a reabilitar, bem podem ser usadas para o turismo, tal como já observado na aldeia de São Xisto; é a adaptação destes espaços aos tempos actuais.
Na margem ribeirinha podemos contemplar o cais fluvial da Ferradosa, onde no Verão atracam grandes embarcações, e a partir daqui se podem praticar desportos náuticos, como o remo, a vela ou o ski aquático.
Do outro lado da margem observamos o percurso ribeirinho da linha do Douro , os grandiosos maciços graníticos a elevarem-se quase na vertical, algumas centenas de metros a cima do nível das águas. 
Enfim um paraíso de cenários e paisagens em perfeita harmonia com o rio Douro e a linha férrea, símbolo da primeira revolução industrial, o vapor e que implementou nesta região a comunicação e escoamento com o litoral.






Linha do Douro - Estação da Ferradosa

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Em 1873 inicia-se a construção da linha de caminho de ferro do Douro; no concelho da Pesqueira a construção desta via férrea, passa pelo lugar da Ferradosa e Vargelas. Este percurso faz parte do troço da Linha do Douro Tua-Pocinho inaugurado a 10 de Janeiro de 1887, passando a via férrea neste troço a localizar-se na margem esquerda do Douro, depois de atravessar uma importante ponte metálica, no lugar de Ferradosa (Vale de Figueira).
Posteriormente, com a conclusão das obras da Barragem da Valeira em 1976, esta ponte metálica é desmantelada e a estação de caminho de ferro fica inactiva, procedendo-se á construção de nova ponte de caminho de ferro e respectiva estação mais a montante do local original.




Haveríamos de retroceder subindo o ziguezaguear característico da região, até ao alto de S. Salvador do Mundo. 

O roteiro montanhoso que iniciamos em São João da Pesqueira até ao espelho de água da albufeira da barragem da Valeira, é cheio de transições. 
No alto com imensos vinhedos, mais em baixo, as propriedades agrícolas com citrinos e oliveiras.
A paisagem, cheia de miradouros naturais a cada esquina, é já forte razão para uma tranquila visita e contemplação de todo o espaço envolvente.

Miradouro São Salvador do Mundo


Situado na estrada que segue de São João da Pesqueira em direcção à Barragem do Cachão, e a cerca de 5km de distância da vila, encontra-se este Miradouro composto por um conjunto de dez Ermidas do século datadas maioritariamente do XVI. 
As Ermidas compõem os Passos da Paixão de Cristo e no dia de Corpo de Deus realiza-se uma bonita romaria e festejos. No interior têm esculturas policromadas representativas de cenas da Paixão de Cristo, popularmente apelidadas de “judeus“. 

Daqui a vista é magnífica, com o Douro a perder de vista, cortando as Serras que se dispõem no horizonte, sobranceira à barragem da Valeira. 

O Miradouro é tradicionalmente procurado por raparigas que querem casar, dizendo a lenda que, ao dar um nó nas muitas giestas que por ali existem, vão encontrar facilmente um bom homem para casar. 

O Miradouro de São Salvador do Mundo, em São João da Pesqueira situa-se na margem esquerda do Douro. Daqui, uma estrondosa vista sobre o Rio e a Barragem da Valeira corta-nos a respiração.
A cerca de 493 metro de altitude, o local é também sinónimo de peregrinação, albergando o santuário de São Salvador do Mundo.
Ao fundo, podemos ver a velhinha linha do Douro e, com sorte, ver passar alguma das locomotivas.

Foi nos turbulentos rápidos da Valeira que morreu afogado o Barão de Forrester, tendo sido salvas as senhoras que com ele iam no barco, devido ao singelo facto de boiarem, com as suas saias – de – balão…o que as salvou de morte certa.

a barragem da Valeira do Cachão vista da capela cimeira






estação do Tua

foz do Tua
Chegados a Alijó ainda dia, haveríamos de fazer um pequeno desvio para visitar a 'adega' do Vitor Nascimento onde saboreamos um 'Porto de Honra' e nos abastecemos de um bom vinho da sua propriedade.
na Adega do Vitor Nascimento... provar... e trazer!!!

sempre diferente... 
pernoita em Alijó

Alijó
Percorridos: 240 km ( dia 77 km ) - (N 41º 16' 25.7''  W 007º 28' 29.2''
Dia 17.nov.13 - domingo
ALIJÓ - AMARANTE - BRAGA
De Alijó, subimos até próximo de Murça onde entramos na A4 que por enquanto se faz graciosamente, o mesmo não acontecendo ao chegar a Vila Real onde à entrada do novo viaduto do Corgo um 'pórtico' nos cobrou € 1,20 (classe II), custo este que compensa já que este viaduto evita curvas e subidas acentuadas.

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o vídeo da ''obra''...
Para terminar a viagem 'em beleza', nada melhor que fazer uma etapa na sempre apetecível Amarante onde nos deliciamos no já conhecido Restaurante 









o regresso
Percorridos: 380 Km ( dia 140 km )
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