De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) - África - -Angola - São Tomé e Príncipe (S. Tomé +Ilha Príncipe + Ilhéu das Rolas) - Ilhas - Madeira + Porto Santo + Açores (S.Miguel+Terceira+Pico)

sábado, abril 27, 2013

Rumo a Sul Primaveril - Dias 10 a 11 de viagem

Dia 10 - 26.abril.2013 - 6ª. feira
FUZETA - ALBUFEIRA
O almoço neste local imensamente lindo na Fuzeta
Saímos do 'camping' e estacionamos ali a uns cem metros junto à ria.
Ali almoçaríamos e na esplanada do 'café' apreciamos um 'delta' pelo qual temos vindo a pagar € 0,70 o que é um preço bastante acima do praticado na maioria dos estabelecimentos do Norte.
Os meus compinchas não tem sido felizes com o frigorífico da sua casa rolante. Já há dois anos atrás em idêntica deslocação ao Algarve procuramos a ajuda duma 'oficina' de súbdito Inglês de nome Jeffrey Tuckel que tem um espaço dedicado ao autocaravanismo de peças e reparações dos vários componentes deste tipo de veículos.
Situa-se nas 'Quatro Estradas', próximo da EN 125 - CamperServ - e o próprio Jeffrey nos atendeu. Encontrou uma solução 'de remedeio' até que à chegada se faça uma reclamação à 'Dometic' a expor a situação desagradável (o frigo, deixa de funcionar quando alimentado a gas).
AS de Albufeira (antigo campo de futebol)
 Pensávamos ir ficar à AS já conhecida da Guia contudo, ao passar próximo de Albufeira reparamos que existiam placas a indicar a nova AS de Albufeira.
paredes meias com o campo relvado
Para lá nos dirigimos. Acontece que o Clube de Futebol reaproveitou um campo 'pelado' que já não era utilizado. Melhorou os 'balneários' e dividiu parcelas eletrificadas. Disponibiliza 'net' por wifi gratuito, tudo por € 7,00/dia.
A grande vantagem desta infraestrutura, é sem dúvida a sua localização próxima do centro de Albufeira. Quem não pretenda fazer o percurso a pé tem ali ao lado paragem de circuito urbano de autocarros.
 Mesmo se a noite se apresentava ventosa e fria, descemos até ao centro. 
na areia havia quem tentasse recolher umas moedas
Na última visita, não vimos tanto granito nas zonas turísticas... este tipo de modernices, quer queiramos quer não, descarateriza os centros urbanos tornando-os menos atrativos, por passarem a banais.
A NOSSA Albufeira ontem à noite... vimos mais Estrangeiros nas ruas que portugueses... inúmeros idosos Ingleses, misturados com outros mais jovens... travestidos de 'romanos', completamente bêbados, tropeçavam por 'tuta e meia' e caíam... 
Preferi conversar com a Lua que se deixava enrolar por fugidias nuvens como que envergonhada do que via...
Pernoita: Parque da Palmeira - Gps: N 37º 05' 53   W 8º 14' 36
Percorridos: 972 Km ( Dia 62 Km)
Dia 11 - 27abr13 - sábado
ALBUFEIRA - ALVOR
AS de Albufeira - Próximo da Central de Camionagem e da GNR
O vento da parte da manhã, não nos deu tréguas.
Aproveitamos para confecionar o almoço 'a bordo' até porque os tempos assim aconselham.
Logo após tomar a apetecida 'bica' no Bar do Clube... (nem acreditava no preço pedido: - € 0,50!), rumamos ao Alvor sem paragens no percurso, mesmo se atravessamos Portimão.
 Há muitos anos que não ia ao ALVOR.
Estacionamos num enorme largo térreo, ao lado do Campo de Futebol e a 100 metros da praia. A Junta de Freguesia vedou o espaço, criou uma zona de 'despejos' e colocou uma velha 'roulote' como 'receção'... Uma tomada de corrente com derivações partilhadas por quem o queira fazer... com uma 'tarifa' de € 4,00/dia,
O vento persistente tornava-se grandemente incómodo.
Mesmo assim, avançamos para a visita à 'parte velha' com a sua magnífica laguna interior e a ria de Alvor.  
A parte antiga da localidade se bem que já apresenta algumas casas descaraterizadas, vai contudo mantendo outras.
Achei curioso (ou talvez não), o fato de que algumas casas que mantém as características arquitetónicas, foram adquiridas por cidadãos estrangeiros, onde tem os seus negócios.
Ainda esbocei a entrada na bonita igreja (da qual não obtive informações), mas uma assembleia de cidadãos ingleses a assistir a um ato litúrgico dirigido por uma cidadã da mesma nacionalidade, demoveu-me da intenção.


Não fora o vento desagradável e a visita teria sido mais apetecível.
Ainda foi possível ver uma ou outra casa com inúmeros ninhos de andorinhas. Estamos definitivamente na Primavera.
Percorridos: 1.017 Km ( Dia 45 Km)

sexta-feira, abril 26, 2013

Uma lufada de ar fresco

Mesmo em viagem, há que colaborar e dar corpo a um movimento que espero ponha cobro a mais de 3 décadas de poder autárquico na minha cidade.
Quem é de Braga, deve participar HOJE na sessão aberta à população.
Um grupo de cidadãs e cidadãos de Braga, mulheres e homens de muitas
proveniências, cívicas, culturais e sociais, militantes de várias causas, com ou sem partido,
não se reconhecendo inteiramente em nenhuma das candidaturas já anunciadas, decidiu
unir-se para considerar as propostas políticas apresentadas e, eventualmente, ponderar,
na Assembleia convocada para 26 de Abril e aberta a todos os interessados, a
possibilidade de intervir nas próximas eleições para a Câmara e a Assembleia Municipal de
Braga.
Unem-se, por isso, em torno de uma conceção de democracia municipal, de uma visão
da cidade e de um sentido da ação política que contribua para o bem-estar coletivo e para
o exercício de uma cidadania efetiva.
Querem fazer da democracia municipal e da transparência uma prática permanente, em
que os mecanismos de consulta e de debate sejam a regra a não a exceção, de forma a
criar uma cultura de participação e de envolvimento das populações na vida da cidade.
Numa situação de crise económica profunda, que ameaça perdurar indefinidamente, a
prioridade absoluta deve ser colocada na promoção do bem-estar coletivo, numa
perspetiva de inclusão social. A promoção de incentivos à economia social, a
disponibilização de estruturas coletivas para o autoemprego, a cooperação com as
estruturas de solidariedade social, uma atitude ativa de captação de investimento
produtivo e de promoção do emprego – tudo isto se afigura como medidas essenciais, a
aprofundar e desenvolver no debate democrático a realizar no município.
A construção do bem–estar coletivo corporiza-se numa visão democrática e
participativa da ação política na cidade, assente na articulação de vários eixos, em torno
dos quais consideramos que devem ser mobilizados os cidadãos:
• A defesa do espaço público como lugar próprio da convivialidade urbana e do
usufruto coletivo, preservado da usurpação pelos interesses privados, designadamente
da especulação imobiliária. Constituem esse espaço público as praças e ruas da cidade,
os parques e jardins, os imóveis do património coletivo e os sítios de interesse
municipal.
• A promoção do espaço urbano e a regulação da mobilidade urbana, a reabilitação das
casas e edifícios arruinados um pouco por toda a cidade, a garantia da qualificação dos
transportes urbanos, a promoção de formas de mobilidade alternativa.
• A transformação da cidade de Braga num efetivo polo cultural, em diálogo com as
cidades vizinhas e/ou culturalmente relevantes (Barcelos, Famalicão, Guimarães e
outras; Porto, Viana do Castelo e Santiago de Compostela), procurando realizar
iniciativas articuladas. Construir a programação e ação cultural do Município numa
perspetiva alargada de convivialidade urbana e de participação no planeamento da
iniciativa cultural.
• A adoção de uma política de controlo ambiental, visando diminuir os gastos
energéticos da cidade, promover práticas de preservação e reabilitação ecológica
Estas linhas de orientação não constituem um programa, mas já dizem ao que vamos e
que método de ação política propomos:
Participação ativa e com implicação de todos, em tudo.
Uma cidade mais pública, menos vulnerável à apropriação privada, com maior
qualidade de vida, mais solidária, mais comprometida com o seu próprio destino.
Cidadãs e cidadãos mais empenhados, mais participativos, mais solidários.
Braga, cidade da cidadania ativa.
CIDADANIA EM MOVIMENTO – BRAGA – Abril de 2013
Subscritores:
Alexandra Romero; Alexandra Vieira; Alexandre Cristóvam; Alice Matos; Álvaro
Miranda; Ana Gabriela Macedo; Ana Margarida Mendes Dias; Ana Paula Barros; Ana Rita
Carmo; António Bento Gonçalves; António Durães; António Mendes; António Resende;
António Sousa; Carla Cerqueira; Carlos Alberto do Lago Cruz Corais; Cláudia Mendes;
Dalila Monteiro; Eduardo Pires de Oliveira; Esmeraldina Veloso; Etelvina Sá; Fernando
Bessa Ribeiro; Fernando Coelho; Fernando Costa; Fernando Duarte; Helena Magalhães;
Henrique Barreto Nunes; Inês Barbosa; Isabel Tarroso Gomes; João Carlos Lobo; João
Mesquita; Jorge Pinheiro de Sousa; Jorge Vilela; José Coimbra Barbosa; José Lobato;
José Manuel Barbosa; José Manuel Gusman Barbosa; José Manuel Tarroso Gomes; José
Maria Faria; José Oliveira Sá; José Rocha; Luís Cunha; Luís Tarroso; Lurdes Salgueira;
Manuel Carlos Silva; Manuel Moura Ferreira; Manuel Sarmento; Maria Augusta Mendes;
Maria Beatriz Barbosa; Maria Eduarda Barbosa; Maria Helena de Albergaria Ferreira
Leite; Maria Inês Gusman Barbosa; Maria João Barbosa; Maria Manuel Oliveira; Mário
Lima; Paula Nogueira; Rita Ribeiro; Sheila Pereira Khan; Sofia Afonso; Teresa Barbosa
Teixeira; Teresa Braga; Tito Lopes; Virgínia Henriques Calado

quinta-feira, abril 25, 2013

Rumo a Sul Primaveril - Dias 5 a 9 de viagem

Crato
Dia 5 – 21.abril.2013 – domingo
PORTALEGRE – CRATO – ALTER DO CHÃO – Fronteira – Sousel – Estremoz – REDONDO – Reguengos de Monsaraz – MONSARAZ
A meio da manhã, eis que chegam os meus parceiros de viagem após assistirem ao ‘casamento’. Não contava com eles tão cedo e até havia pensado da parte da tarde aderir à visita guiada à Catedral.
Que não, pretendiam prosseguir. Que sim, argumentei eu… e lá se foram em direcção ao CRATO…
Melhor pensei… nestas coisas de viajar com outras pessoas, haveria de fazer um esforço de conjugar interesses… decidi também seguir em direção ao Crato, onde até cheguei mais cedo que eles…
Almoço na Vila ‘a bordo’ novamente com net ‘pirateada’… e uma visita pedestre à Vila de Malta, onde apenas o Café estava aberto e… pasme-se… o fumo do tabaco obrigou à saída precoce…
rua do Crato
Ali próximo a Pousada Flor da Rosa, já visitada noutra passagem que foi mandada construir pelo pai do Condestável para aí instalar a Sede à Ordem de Malta e hoje monumento nacional.  Esta Vila que até já foi cidade, foi completamente arrasada com as invasões muçulmanas. Valeu-lhe D. Afonso Henriques que mandou proceder à reconstrução e repovoamento.
Já mais tarde, com a invasão espanhola, perdemos a independência e o seu património foi destruído e saqueado… durante a Guerra da Restauração, novamente o Crato foi assediado pelos espanhóis que destruíram o castelo e pilharam a Vila de novo…
ainda o Crato
Avançamos em direcção a Alter do Chão. 
as boas estradas planícies fora
Aí sim, os pontos turísticos estavam abertos. Esplanada central com boa clientela domingueira.
A sua magnífica Fonte Renascentista (Fontinha) bem no centro da Vila, construída em 1556 pelo Duque de Bragança – onde no seu interior se situam dois medalhões com as armas dos Duques de Bragança e da Vila de Alter.
O Castelo de Alter
Igreja Senhora da Alegria – finais do séc XVI – e o seu pórtico renascentista.
A terra de Sua Alteza ‘o Cavalo’. O ‘Lusitano’, depois de quase desaparecido, começou a ser ressuscitado em 1942, numa conhecida coudelaria que se sita a 3 km em Alter Pedroso.
Logo no centro encontramos o Castelo que decidimos visitar numa próxima passagem pois o bilhete com a idade que se avizinha passará para metade! A visita à ‘coudelaria’ por ser imprescindível, ficará também para essa altura…
A Fonte Renascentista com os dois medalhões com as armas dos Duques de Bragança e da Vila de Alter 



Fomos deixando para trás Fronteira, Sousel e a magnífica Estremoz, parando para reabastecimento técnico na AS para AC do Redondo onde desta vez não pernoitamos.
os amarelos e verdes primaveris
rebanhos
muitos vinhedos
Nova paragem no hipermercado de Reguengos de Monsaraz (onde já existe uma óptima AS nos ‘Bombeiros’) e no final do dia, a pernoita ocorreu num dos pontos imperdíveis e repetíveis do Alentejo – o alto de Monsaraz – onde inesperadamente nos encontramos com o casa jantamos e fizemos a visita já noite dentro.
Reguengos à vista
Reguengos
a subida para Monsaraz.
um local imperdível e repetível...

TV? Espanhola... ou então por satélite...
Alqueva
Monsaraz

pelourinho de Monsaraz
Percorridos: 641 Km (Dia 166 Km)
Dia 6 – 22.abril.2013 – 2ª. feira
MONSARAZ – Reguengos – Portel – Vidigueira – BEJA – MÉRTOLA – CASTRO MARIM
Uma noite de uma acalmia brutal.
Ao despertar, o cão rafeiro que nos visitara de véspera, aguardava o despertar encostado ao pneu da AC dos meus parceiros.
A mim, tocou-me a ‘gata preta’ que saberia que ao abrir a porta da AC a encontraria enrolada no degrau atapetado da minha ‘africana’…
As despedidas ao casal Inglês e o prosseguir com o retorno a Reguengos para passando sem parar em Portel, Vidigueira, termos parado em BEJA para umas comprinhas, almoço e pequena caminhada pelo centro urbano.
Uma grande azáfama no Parque das Feiras, onde os preparativos para a abertura dois dias depois da ‘Ovibeja’’ davam à cidade um anormal movimento de viaturas e pessoas.
Dali seguimos para MÉRTOLA, onde vimos as ‘marcas’ recentes da última cheia.

Adoro Mértola... mas a foto....
Nota: Esqueci reprogramar a 'Nikon' após as fotos noturnas... 
Resultado? Já eram... não fiquei com bonitas paisagens de tons de púrpura... que pena...
De novo à estrada, com a chegada ao já superlotado _P_ - AS para AC de CASTRO MARIM já ‘nos Algarves’…
A AS de Castro Marim no final de dia
repleta a AS
Castro Marim
Uma pequena voltinha na pacata terra e a pernoita prevista de acalmia.
Percorridos 860 Km ( Dia 219 Km)
Dia 7 – 23.abril.2013 – 3ª. feira
CASTRO MARIM – ALTURA
Pela manhã, a ida à Biblioteca Municipal onde graciosamente utilizamos a ‘net,.
No regresso, uma surpresa algo inesperada e agradável… ouço ‘um autocaravanista’ de uma AC Francesa a chamar pelo meu nome!!! Nada mais, nada menos que Manuel Vilaça, que vive desde a infância em França e conheci há seis anos atrás no Sahara! Concretamente em Qued Ma Fatma… impressionante… como o Mundo é pequeno e… as ‘boas pessoas’ se reencontram.
O Manuel regressava de Marrocos onde passa 6 meses de Inverno (Outubro a Março) tempo máximo de visita. As saudades ‘na volta’ trazem-no sempre ao seu país de origem e já há 1 mês que está entre nós. O meu abraço fraterno ao Manuel, e a promessa de o rever no próximo ano em Tiznit (sul de Marrocos).
há 6 anos encontrei este compatriota na Saharaa... hoje redescobriu-me...
Desta vez não ficamos em VR St António nem na Manta Rota (onde cobram € 6,50 ‘por nada’)… fomos para ALTURA, ainda no concelho de Castro Marim onde existe uma rua ‘sem saída’ à ilharga de vivendas ‘desocupadas’. Ao lado nas traseiras das vivendas uma enorme área térrea tem como residentes umas dúzias de AC alemãs, holandesas, inglesas e francesas… mesmo ao lado do passadiço para a enorme praia.
Praia de Altura

parou e o dono ali o deixou,...
A pé fizemos o ‘reconhecimento’ da zona onde as lojas recomeçam a abertura para o verão e descobrimos que numa área significativa a autarquia disponibiliza ‘net wireless’ grátis.
O tempo continua a sorrir, com sol e um certo ar frescote mas que torna aceitável o uso de manga curta, calção e sandálias.
Percorridos 869 Km ( Dia 9 Km)
Pernoita – junto às desocupadas moradias - _P_ em alcatrão
GPS:  N 37º 10’ 17.5’’ W 007º 30’ 05.8’’
Dia 8 - 24.abr.13 - 4ª feira
ALTURA
Instalados em Altura, retirei a bicicleta 'do poleiro' e refiz o percurso de véspera a pedalar. Voltei assim à AS de Castro Marim, onde deixei o veículo a pedais ao cuidado do meu conterrâneo franco-português e aproveitei para ir à agradável Biblioteca consultar a net.
Voltei a pedalar, desta vez a percorrer os 5 km que dista Vila Real de Stº António de Castro Marim, sempre pela agradável "Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António'' que está situada junto à Foz do Rio Guadiana e é uma das mais importantes zonas húmidas do país: é formada por sapais salgados, corpos de água salobra, salinas e esteiros e abriga um elevado número de espécies faunísticas e florísticas.
Constitui um habitat fundamental para milhares de aves aquáticas que encontram aqui boas condições de nidificação e invernada, justificando em pleno o seu estatuto de zona húmida de importância internacional.
O Sapal de Castro Marim destaca-se, ainda, como local de abrigo e reprodução para numerosas espécies de peixes, moluscos e crustáceos, funcionando como um viveiro natural.

Prossegui pelo pinhal de Monte Gordo e fui dar uma olhada à sua praia.
Como não podia deixar de ser, muito pouca gente e os poucos que por lá andavam seriam estrangeiros.
Pareceu-nos isso sim, que as embarcações e 'artes' da pesca cresceram enormemente...
Digamos que este foi mais um dia de relaxe regenerador.
Percorridos: Dia 0 Kms 
Dia 9 - 25abr13 - 5ª feira
ALTURA - MANTA ROTA - TAVIRA - FUZETA
VIVA O 25 DE ABRIL
Viva o 25 de abril
Infelizmente terei de repetir as mesmas palavras aqui colocadas no ano passado... sendo que as pensões continuaram a ser confiscadas, o desemprego continuou a piorar, as condições de vida do meu povo,  complicaram-se brutalmente.
Não reagimos se nos prometem uma coisa e depois fazem outra
Não reagimos se nos cortam nos salários e nas pensões
Não reagimos que decidam eliminar feriados
Não reagimos quando nos eliminam direitos
Não reagimos que os responsáveis pelas burlas continuem por aí impunes
Não reagimos com as nomeações
Não reagimos com a venda ao desbarato do país a outro país
Não reagimos com a desfaçatez com que o fazem
Não reagimos com a apatia de toda gente
Até quando!?...
Saímos do gracioso e calmo parque de Altura em busca de espaço com eletricidade dado que os meus parceiros de viagem, uma vez mais, tinham problema com o frigorífico...
A primeira paragem ocorreu no _P_ (AS para AC) de Manta Rota. Acontece que sendo a eletricidade incluida no preço do parqueamento de 3 horas (€ 6,00), permitiam ainda que o serviço pudesse funcionar até às 21,3oh por mais € 2,00... mas a essa hora a eletricidade cessa... O serviço conta também com wifi grátis.

Prosseguimos por Tavira onde não paramos no 'camping' por estar situado em zona interior, longe do mar e da cidade.




Havíamos de rolar até ao 'camping' de Fuzeta, interessante terreola piscatória.
No exterior do 'camping', ecoavam no ar os acordes de abril que emanavam de uma iniciativa do 'pcp' da terra.

Da parte da tarde, a habitual caminhada à volta da terra, com muita gente a gozar o feriado mas a não fruir do banho de mar, sabe-se lá porquê? 
Já no 'camping', haveria de passar os olhos pelas bizarrias que se nos apresentavam, desde autênticos 'jardins/quintais' miniatura, até à mais extravagante autocaravana.

uma 'casa' holandesa, concerteza...

Pela acalmia do dia, pouco ou nada a acrescentar num dia de sol, pouco vento e algo quente.
Percorridos: 910 Kms ( Dia 41 Kms )
Pernoita: Parque de Campismo da Fuzeta