De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) - África - -Angola - São Tomé e Príncipe (S. Tomé +Ilha Príncipe + Ilhéu das Rolas) - Ilhas - Madeira + Porto Santo + Açores (S.Miguel+Terceira+Pico)

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quinta-feira, novembro 01, 2012

Tradição outonal ( ! )


Nesta época do ano, é já uma tradição darmos uma olhada por Trás-os-Montes onde as cores do Outono nos deslumbram.
A decisão de sair hoje, foi tomada após o almoço no café.
A casa rolante não precisava de preparativos para a viagem pois bastou abastecer duas dúzias de litros de combustível e rumar em direcção a Montalegre. Estava pronto para abalar eram quatro da tarde, uma tarde agradável para a época, mas, os meus amigos atrasaram um pouco e quando efectivamente metemos os pneus à estrada eram já 18 horas, o que faria com que as cerca de duas horas de viagem ocorressem já noite dentro.

Dia 1 de viagem – 31.OUT.12 – 4ª. Feira
BRAGA – MONTALEGRE – VILAR DE PERDIZES
A estrada de bom piso, em  sinuosa estrada, já não é novidade para nós pelo que com a ainda ausente geada, deu para percorrermos os 110 kms em menos de duas horas.
Passagem em Montalegre onde pese embora a crise, ainda mantém  o castelo iluminado, e passados uma dúzia de quilómetros, chegamos a Vilar de Perdizes.
Estacionamos no centro da aldeia sem dificuldade pois apenas lá estavam 3 autocarros e duas AC. Os meus amigos decidiram jantar num dos 3 restaurantes a funcionar na terra. No meu caso, evitando ''empanturrar'' ao jantar, não contribuindo para a obesidade, e achando que poderia poupar uns tostões, fiquei-me por jantar a já habitual sopa de legumes com uma peça de fruta.
Às dez da noite, os meus amigos chegaram, bem coradinhos e então caminhamos até à enorme carcaça de raiz de árvore de onde o lume brotava para aquecer quem dela se aproximasse.

A decisão de pernoitar em Vilar de Perdizes, obviamente, tinha a ver com o fato de ser hoje a noite das bruxas e já em passagens pela zona havermos pensado fazer este pequeno desvio para assistir a um evento que não tem muita tradição entre nós mas que nos cativou.
Passados uns minutos, o ‘’desfile’’ teve início, com  uma trintena de ‘’figurantes’’, que animou a noite e percorreu a pequena localidade. Previamente a iluminação pública foi desligada, mas… a pedido dos repórteres da ‘’TVI’’ foi momentaneamente restabelecida para melhor colherem as imagens.

Diz ''ela''... dorme comigo... ''ele'' olha que a ''patroa'' está a ouvir... ''ela''... durmam os dois cmg... ''ela'' depois de tantos ''negas'' diz-lhes... toquem-me ''no ouriço''.... nada disso, dizem eles... eis então que ''ela'' lhes mostra ''o ouriço'' que levava debaixo do braço e os interroga? Em que pensaram... seus depravados!!!
o ''ouriço''...
O ''cortejo'' levava à cabeça um burro a puxar a carroça... e uma corda enorme seguia atrás para quem aderisse ao evento se agarrar a ela e assim percorrer as estreitas ruas de Vilar de Perdizes.
as ''Tv's'' por lá andavam
A chuva entretanto começou a forçar os poucos turistas a recolher e nem a promessa de que o conhecido ''Padre Fontes'' daria a sua bênção na tradicional queimada, feita à base de aguardente e com efeitos ''esconjurativos''...
Por volta da meia-noite já a cama chamava por mim.
Percorridos: 120 Km
Dia 2 de viagem - 1.NOV.12 - 5ª. Feira
VILAR DE PERDIZES - CHAVES
a paisagem no percurso raiano entre Vilar de Perdizes e Chaves
O amanhecer calmo após uma noite de acalmia onde apenas se ouvia o cair das bátegas de chuva mole.
manhã sem chuva mas com nuvens a sobrevoar a região
Apontamos o rumo para Chaves sem que antes infletíssemos para a fronteira de Vila Verde da Raia, onde ainda que saibamos que ''de Espanha nem bom vento nem bom casamento'', aproveitamos para fazer as compras ''do outro lado'',   contornamos a cidade para ir ao outro lado da fronteira de Vila Verde da Raia, onde nos foi possivel abastecer de combustível (na Galp!...), gas propano e outras miudezas a preços mais baixos.
Cumprida essa tarefa, dirigimo-nos para a cidade de Chaves onde o estacionamento se tornou extremamente difícil, ou não fora a Festa dos Santos que traz inúmeros forasteiros do país vizinho. 

no centro de Chaves
Havia que encontrar estacionamento e local para pernoita. Como já ficamos tantas vezes no parque adjacente às termas, mesmo existindo ''placa estúpida'' de proibição de acesso a viaturas de altura superior a 2 mts... decidimos ignorar a dita placa ainda mais tratando-se de visitar a cidade em dia de ''festa''.
o local de novo utilizado - que é calmo e bem situado
Ao almoço, vimos nas Tv's  aquilo que vimos na véspera... e, claro, o que não vimos.
No final da tarde, juntou-se a nós o casal com quem previamente havíamos acertado partilhar a viagem até domingo próximo já que como trabalham terão de antecipar o regresso.
as magníficas zonas verdes de Chaves
O passeio pedonal por entre a animada e concorrida ''Feira dos Santos'' deu-se até que a malfadada chuva voltou.
Na Feira, até vi intelectuais
 Vimos de tudo na Feira... e até os tachos estavam a preço de saldo.
Após o jantar, novo passeio pela cidade e regresso ao hotel rolante.
a antiga estação de comboios restaurada dá uma imagem interessante do que resta do património da cidade
Percorridos: 160 Km (Dia 40 Km)
Dia 3 de viagem - 2.NOV.12 - 5ª. Feira
CHAVES - VINHAIS
Uma manhã de um outono cheio de sol e pouco frio levou-nos para fora da cidade de Chaves, não sem antes apreciarmos uma vez mais o meio onde ficamos repleto de luz e cor.
Fizemo-nos de novo à estrada que é sabido ser uma das mais sinuosas do país, contudo o piso satisfaz pelo seu bom estado. As velocidades rondam os 40 a 60 km pelo que não será o melhor percurso para quem não disponha de muito tempo para a viagem.
e lá vão os meus amigos a fazer-se a mais uma curva
Avançando no mapa, com Vinhais no horizonte, deparamo-nos com uma daquelas surpresas que se apanham quase sempre quando percorremos estradas transmontanas nesta época, sem sombra de dúvidas belos coloridos transmontanos conjugados em harmonia.
Há momentos e fases do percurso que nos fazem morrer por momentos e nos levam ao céu... nem nos dando discernimento para fazer uma pausa e fotografar o que de belo vemos, tal a diversidade de beleza porque vamos passando.
Eu sei que o outono traz com ele o frio, a chuva,  e os dias pequenos, tornando as viagens melancólicas e aborrecidas, contudo, até ver a chuva tem caído apenas enquanto dormimos, permitindo momentos de magia com o realce das cores e a poesia dos dias.
já na nova AS para AC de Vinhais

Claro que nas cidades, entre o betão e o empedrado, não podemos viver esses momentos únicos de outono e da magia das cores, onde os verdes velhos, o amarelo, o vermelho, o ocre e às vezes o azul,  são reis e senhores.


Chegada a Vinhais com o céu cinzento e a chuva a visitar-nos amiúde.
Esta vila transmontana há muito conhecida como a Capital do Fumeiro, já foi por nós visitada aquando da Festa da Castanha que ocorreu há cerca de uma semana.
Visita obrigatória nas digressões por terras transmontanas, tem sido de igual modo o nosso local de pernoita.
área de serviços para AC
Procuramos a AS para AC inaugurada há cerca de um ano onde estacionamos.
Os nossos parabéns à Autarquia pelo espaço proporcionado dispondo de bom equipamento e ótima  localização. Uma razão mais para revisitar a pequena mas simpática Vila.
Um pequeno reparo que pensamos com tempo a Autarquia poderá corrigir, permitindo uma melhor utilização do espaço... é que quem desenhou o espaço, esqueceu um pormenor importante a saber:
Uma autocaravana necessita de estacionar em local plano sob pena de o frigorífico não funcionar corretamente, não facilita o duche e obriga a durante a noite a um reajustamento do corpo pois escorrega-se na cama...
Ainda metemos os ''calços'' que normalmente ajustam e nivelam só que não foram suficientes.
A obra de reajustamento não será muito dispendiosa pois bastará retirar o paralelo e uma máquina retirar a terra até nivelar voltando a recolocar os paralelepípedos.

a panoramica da AS para AC
Endereçaremos o pedido à Autarquia, na esperança de que dentro do possível sejamos ouvidos.
O que fizemos então na localidade?
Aquilo que os locais desejam ou seja... tratamos de reabastecer a casa rolante com produtos da terra... fomos ao talho (vinho, azeite, castanha e enchidos), ao supermercado, e claro... a gastronomia já experimentada noutras visitas, uma vez mais no restaurante que conhecemos e recomendamos: ''O Silva''... O Sr. Silva revela-se um excelente anfitrião, cara alegre e bem disposta, onde desta vez optamos por uma posta bem servida regada com um encorpado tinto da terra. 
Era suposto no final do almoço visitarmos o Parque Biológico de Vinhais, mas a chuva que entretanto recomeçou fez-nos adiar a visita.
A AS situa-se paredes meias com a magnifica piscina municipal.
Houve quem a utilizasse utilizando para o efeito a touca gentilmente cedida pelo funcionário da piscina.
o anoitecer não mostra o declive do parque
o Artur entra triunfalmente na piscina municipal
Antes de jantar, nova incursão na vila para descomprimir.
E o jantar? Pois... num interregno da chuva o fogareiro deu para nos aquecermos e confecionar os produtos da terra.


Percorridos: 228 Km ( Dia 68 km)

sexta-feira, junho 15, 2012

Rumo a Berlim - Dias 1 a 8

Viajar, é sem sombra de dúvidas mais uma oportunidade de encontrar pessoas, sítios, odores, sabores, cores, paisagens. 
É nas viagens que aprendemos a olhar com uma nova perspetiva para Mundo e para o conhecimento. 
Reaprendemos a conviver, descobrir, apreciar,  somar, conquistar. 
As viagens levam-nos a compartilhar experiências culturais e pessoais e ensinam-nos a respeitar as diferenças.
No início das Festas da minha cidade,... parti...
DIA 1 - 15.JUN.12 - 6ª. Feira
BRAGA - CHAVES
Apetrechada a Autocaravana (só não levo malas), roupas no roupeiro, alguns géneros na ''dispensa'' outros no frigorífico... e muito entusiasmo... cá vamos a caminho..., desta feita conforme já referi, o Objetivo será: BERLIM.
O gato ''Tiko'' teve de ficar a exemplo de outras saídas...
Mas... numa das últimas caminhadas, "adotei" imaginem: Um GRILO!...
Não seria fácil deixar "o bicho"... mas... desde criança que em casa de Maio a Outubro havia um... e este... canta que se farta... será que vou aguentar no pequeno apartamento rolante o seu "grelar estridente"? A ver vamos... quem sabe o vou oferecer à Senhora Chanceler!!!
O casal que me tem vindo a acompanhar na sua AC (Emília e Artur), partilham a viagem comigo... 
Chuva até Montalegre e céu limpo à chegada.
Pernoita - junto ao Rio Tâmega - N 41º 44' 14.9 - W 007º 28' 05.6''
Sabemos entretanto que a Autarquia está em vias de criar AS próximo deste local, onde apenas será paga a água e eletricidade.
Entretanto constatamos que as pistas para caminhar e para bicicletas tem aumentado, o que torna a cidade mais interessante.
Percorridos:   130    Km

''Metro'' de Vitória

Dia 2 – A Caminho de Berlim
16.JUN.12 – Sábado
CHAVES – BENAVENTE (ESP) – PALENCIA – BURGOS – VITORIA
Saímos com sol que se verificou ser de pouca dura… logo após Verin, a chuva dominou. Muita chuva, pouca chuva… sem chuva… com sol… tarde quente… muitos castelos de algodão branco… e ao chegar a Vitória, céu negro.
Chuva e mais chuva
Esta passagem pelo norte do País vizinho, já se torna monótona tantas as vezes que cansativamente por aqui se vai passando.
algumas abertas...
verdes campos de cereais...
propriedades de Km's
Muitos cereais
Os "castelos de algodão"
Os verdes campos do País Basco
Na circular de Vitória, conseguimos numa estação de serviço abastecer diesel ao preço mais barato, ou seja, € 1,219 (ao sair de PT na BP o preço era de € 1,45).
Vitória, uma cidade moderna com muita história, que pelas inúmeras zonas verdes aprazíveis, considero uma das cidades mais interessantes para viver, mesmo sendo uma cidade de interior.
Aqui ficamos pois os ‘’Bascos’’ sabem bem receber.
Percorridos:  654 Km (Dia 524 Km)
Dia 3 – 17.JUN.12 - Domingo
VITÓRIA – IRÚN – ANGLET (Fr) – ARCACHON
Manhã quente. Mantivemos o regime horário de Portugal, pelo que, a saída às 11h da manhã significou que “arrancamos” ao Meio-Dia…
De Vitória até próximo de Irún, a auto-estrada gratuita deu para avançar um pouco mais no mapa, e chegando à costa atlântica francesa, logo em Anglet, as praias a abarrotar de gente sedenta de sol.
desta vez... é a AC do Artur que me precede
e as velocidades rondam os 90/110 km/h
FRANÇA, é claro que ruas e cidades floridas, começam logo após a fronteira... bonito...
Em todo o percurso, sendo Domingo, todas as superfícies comerciais encontravam-se encerradas… belo exemplo para Portugal onde os baixos salários abundam e entende-se que eliminando feriados… baixando ainda mais os salários e permitindo a que o comércio abra toda a semana (incluindo os Domingos) nos dizem ajudará a recuperar a economia…
os semáforos "clinhotavam" e os meus amigos quase levavam com a régua sobre a AC...
Muito embora a A10 Francesa se encontre em obras de alargamento, fizemos os cento e muitos km’s a 110 Km/h.. A cinco dezenas de Km’s de Bordéus, inflectimos à esquerda em direcção ao oceano estacionando na AS para AC de ARCACHON.
ora aqui está o protagonista do passeio velocipédico em Arcachon
Como no início da noite havia que visionar o Europeu, a primeira tarefa a executar? Pois claro, apontar a “parabólica” para o azimute respetivo. Seguiu-se a retirada da bicicleta do “poleiro”  para fazer o passeio na magnífica estância balnear.
O dia terminou com imenso calor que ajudou à vitória da equipe das quinas com a Holanda.
AS Gps: N 44º 39’ 05.2’’  /  W 001º 08’n 55.3’’
Percorridos: 1.006 Km (Dia 352Km)


Dia 4 – 18.JUN.12 -  2ª. FEIRA
ARCACHON – DUNES DE PYLA – BORDÉYS – PONS – PÉRIGNAC
A visita da Grande Duna de Pyla, também chamada de Pilat, (em língua francesa, Grande dune du Pilatou du Pyla; do gascão, Pilòt, "grande monte" ou "pilha") é uma enorme formação de areia natural costeira acumulada no litoral aquitano do golfo da Biscaia ou de Gasconha na entrada da baía de Arcachón. 
pois... há que subir...
confesso que nunca havia visto coisa igual... dunas marítimas, claro...
Tanto a geomorfologia como a posição da Grande Duna encontram-se em permanente evolução e deslocamento desde a sua génesis, estimada há vários milhares de anos. Contém um volume total aproximado de mais de 60 milhões de m³ de areia fina eólica que se estendem sobre 87 hectares de superfície, ocupando 2,7 km de costa linear e até 500 m de bosque do Parque Natural das Landas de Gasconha, para cujo interior penetra inexoravelmente a razão de 3 a 4 metros anuais, segundo as medições realizadas desde a década de 1960.
Emilia fotografa o Artur... "nice"
A Grande Duna tem uma singular amplitude da sua crista, a mais alta do continente europeu,  um fenômeno geologicamente muito recente: o colapso no século XVIII de um grande banco de areia oceânica situado em frente à sua costa. Este banco de areia proporcionou o material sedimentário depois transportado progressivamente pela natureza e acumulado, como resultado da atividade humana de florestação e de luta contra a invasão arenosa, para conformar a cimeira da duna que evoluiu desde os 35 m de altura medidos em meados do século XIX, até atingir entre 80 e 107 m segundo os estudos realizados desde a década de 1980.
A Grande Duna de Pilat e o seu meio, são considerados um ecossistema de valor excepcional, foram protegidos pelo Estado francês mediante diferentes medidas de preservação que a partir da primeira classificação de 1943, se estendeu ao bosque circundante sendo o conjunto declarado “Grand Site National” em 1978. Em 1994 delimitaram-se e classificaram os 6.288,26 hectares do lugar formalmente como "grande lugar natural de interesse paisagístico e científico", associado à rede Natura 2000 da União Europeia sendo o centro de atração turística mais destacado da  região aquitana e um dos mais importantes do país, acolhendo entre 1 e 1,5 milhões de visitantes anuais.
optei pela descida da escadaria
lá do alto...
magnífica visão marítima
não está visível, mas a Emília... fez um voo de cabeça... O Artur já lá em baixo... nem acredita...
Curiosidade: Para estacionar a 1ª meia-hora é grátis... como demoramos 33 min. o ''tombo'' foi de € 8,00!!!
Prosseguimos em direção a norte..,. passando à ilharga de Bordéus... com paragem em PONS para visitar os meus amigos de outras viagens (à Guiné-Bissau)...
cereais
vinhas

Jôjô, Mónique, Camille, Sérge... e o Je!!!
A veadinha nascida ontem!!!
ficamos no terreno de Mónique e Camille.
A "veadinha"... e o "burro"...

Seguimos logo a seguir para PERIGNAC onde vivem outros amigos, neste caso Camille que nos apresentou os seus atuais vizinhos de "capoeira"... o burro, as ovelhas... as tartarugas (6)... e... mãe e filhote (de um dia)... sendo que os veados tiveram de ser abatidos já que a legislação Francesa não permite a retenção de mais de um animal destes...
O Artur ficou rendido ao simpático burro
Percorridos: 1.215 Km (Dia 209 Km)
Dia 5 – 19.JUN.12 – 3ª. Feira
PÉRIGNAC – COGNAC – ANGOULÊME – GUÉRET – MONTLUÇON
As despedidas matinais aos nossos vizinhos
 As despedidas aos nossos amigos e a revisita da pequena cidade de COGNAC.
A passagem em Cognac
A paragem em Cognac e a compra obrigatória de ‘’Pineau’’ já que os "Cognac" são mais agressivos para a saúde e para a carteira. Uma garrafa de qualidade média custa acima dos € 45,00, mais de 10 anos… uns € 60,00 e 20 anos… para cima de € 100,00.
A chuva esteve presente todo o dia, intercalada por períodos de céu nublado.
Evitamos a passagem em Limoges e Clermont-Ferrand já que a Méteo nos demoveram na visita.
Olha o Je!!! AhAhAh
No final do dia a pernoita numa enorme zona arborizada com AS grátis mas com possibilidade de acesso a água (cara/ € 5,00 cada 150 lts) e electricidade a preço aceitável (€ 2,50/ 10 horas).
Em Montluçon, com o Euro à porta... quem será que habita no 13º andar? Nota-se? 
AS / AC : N 46º 21’ 18.2’’   - E 002º 35´12.7´´
Percorridos: 1.536 Km (Dia 321 Km)
Montluçon
Dia 6 – 20.JUN.12 – 4ª. Feira
MONTLUÇON – MOULINS – CHALON s-Saône – DOLE – BESANÇON
Noite calma e sem chuva.
O despertar foi ao som estridente da passarada que esvoaçava de árvore em árvore.
Saímos da cidade não muito interessante, que pensamos ser dormitório de Clermont-Ferrand.
Moulins
Paragem em MOULINS, para visita à sua bela Catedral (Notre-Dame) – gótico flamejante –com os seus vitrais dos Séc XV e XVI,  em pleno centro histórico. Incrível termos atravessado a praça central em obras e estacionado a 50 mts da Catedral em pequeno espaço gratuito durante 10 minutos…
Moulins



Retomada a viagem, sempre com tempo quente, a passagem em CHALON s-Saône onde na tentativa falhada de localizar um “Mac Donald’s”, os nossos pequenos rádios foram intercetados por emigrante que nos disse para evitarmos essa zona da cidade por se encontrar repleta de “buchons” derivados às obras de renovação da bonita cidade.








fachada
uma fachada bizarra
Lá seguimos para o complexo comercial, estacionando a escassos metros do “Mac” onde acedemos do interior da AC à net, almoçamos e caminhamos pelo centro da cidade.
Havia que prosseguir viagem em direcção a BESANÇON, onde chegamos ao final da tarde à central AS para AC junto ao Rio que atravessa a cidade que fica a dois passos da Suiça.
Após a instalação na área apropriada, a saída a pé ao centro histórico.





BESANÇON onde se situa o Museu do Tempo que haveremos de visitar numa próxima visita por possuir uma fascinante coleção de relógios de todas as épocas, tamanhos e feitios. Nesta cidade nasceu o novelista Victor Hugo e os irmãos Lumiére.
Visitamos a magnífica e discreta Catedral Saint-Jean do Séc XII.
AS para AC: N 47º 14’13.9’’ – E 006º 00’ 59.1’’
Percorridos: 1.885 Km (Dia 349 Km )
Dia 7 – 21.JUN.12 – 5ª. Feira
BESANÇON – ORNANS – BAUME LES DAMES – BELFORT – GUEBWILLER – WINTZENHEIM – KAYSERSBERG
Mais um dia quente. Antes de sair, uma simpática passante, sugeriu-nos a descida no mapa para conhecer uma pequena cidade de nome ORNANS.










Aconteceu-nos entretanto algo de nos ‘’encher a alma’’… num cruzamento dois agentes da polícia orientavam o trânsito. Mesmo se o semáforo estava no verde… manda-me parar… e diz num bom Francês para o colega… segura no trânsito que quero dar dois minutos de conversa a este meu conterrâneo…  pois… uma alegria no seu semblante (e no meu) por encontrar no serviço quem lhe alimente o ego… a nostalgia… e a despedida… et voilá…
Foi isso que fizemos dando por bem empregue o desvio de rota. Trata-se da pequena cidade onde nasceu o grande pintor realista Gustave Coubert que várias vezes pintou paisagens da sua região – Alsácia -.







Efetuada a visita retomamos o percurso algo sinuoso, ou não fora ele sempre à beira rio onde várias eclusas permitiam a navegabilidade do rio.
Deixamos para trás Belfort seguindo até GUEBWILLER onde visitamos a majestosa “Église Notre-Dame” localizada numa bonita praça, combinando o barroco com a elegância do neo-clássico, enquanto a “Église des Dominicains se orgulha dos seus frescos góticos e do belo anteparo do cruxifixo.
Volvidos poucos quilómetros, eis que surge WINTZENHEIM, e logo após, KAYSERSBERG que escolhemos para visita e local de pernoita já que seria hoje que se realizava o jogo do Euro 2012 entre Portugal e Rep. Checa.
A AS de serviço para AC é enorme e a pequena e bela cidade fica a escassos 100 metros.
Efetuada a visita, o jogo… que é claro… ganhamos graças a mais um golaço do CR7.
AS N 48º 08’ 08.3’’   /  E 007º 15’ 46.7’’
Percorridos: 2.010 Km ( Dia 225 Km)

Dia 8 – 22.JUN.12 – 6ª. Feira
KAYSERSBERG (F) – RIQUEWIHR – RIBEAUVILLE – COLMAR – NEUF_BRISACH (F) – FREIBURG IM BREISGAU (D)

Pela manhã o agente da polícia local, questionou onde havia colocado o etiqueta do pagamento… brincamos sobre o golo do CR7… e brindou-nos com a pernoita grátis (deveríamos ter pago € 7,00).

Decidimos visitar as pequenas cidades mais próximas e mais belas da Alsácia.

Percorremos vinhedos e mais vinhedos a serpentear as encostas.

Paramos para visita em RIQUEWIHR, seguindo-se RIBEAUVILLE.


 Imperdível a visita na Alsácia à cidade muralhada de RIQUEWIHR



DETALHE
RIQUEWIHR

Cerca do meio-dia, a chegada à “capital” dos vinhos de Alsácia: COLMAR.
Ainda entramos na muralhada cidade de NEUF_BRISACH, onde à chegada as buzinadelas que nos foram dirigidas por viatura com bandeira Portuguesa, e o nosso conterrâneo nos saudou e após contar a sua história de emigrante nos foi dizendo que ele e mais uma centena de outros que tais não deram sossego ontem à noite na cidade de Colmar para saudar a vitória Portuguesa.
RIQUEWIHR






RIQUEWIHR





em  RIQUEWIHR, as cegonhas brancas são sociáveis...   








O Je em COLMAR


















 Duas dúzias de kilómetros percorridos e eis que chegamos à magnífica AS para AC de Freiburg.
à chegada a Freiburg
Espaços demarcados, acesso a electricidade e internet (€ 1,00 cada/48 horas) a acrescentar ao “parking” de € 8,00.
No final de tarde e no decorrer do jogo da Alemanha com a Grécia, lançaram foguetes, abriram garrafas de champanhe… uma festa à Alemã!
Percorridos: 2.194 Km (Dia 184 Km)