De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) - África - -Angola - São Tomé e Príncipe (S. Tomé +Ilha Príncipe + Ilhéu das Rolas) - Ilhas - Madeira + Porto Santo + Açores (S.Miguel+Terceira+Pico)

terça-feira, março 26, 2013

Primavera com chuva mas a sorrir

Parque Biológico de Gaia - Dias 2 e 3 - Veio do Senegal para 'animar' a pequenada... mas... cuidado com as suas bicadas...
Dia 1 – sábado – 23.MAR.13
BRAGA – PORTO – GENS – GONDOMAR – JOVIM – EN 108 –LEVER/CRESTUMA -  ENTRE-OS-RIOS – CASTELO DE PAIVA
Castelo de Paiva

Chuva entremeada com abertas mostrando um sol bondoso, eis o cenário deste dia primaveril.
Já tardava em sair… há quatro semanas com a ‘Africana’ na garagem resultou na sua birra em não querer ‘’pegar’’.
Cabeça coçada, havia de por em prática o recurso de emergência já pensado mas nunca experimentado. Com o recurso aos cabos, com receio de que a operação não tivesse sucesso, felizmente uma falsa inquietude. Liguei os cabos desde as baterias do habitáculo à patilha do interior do 'capôt'… e… já está…
É que a bateria do motor está sob o tapete do condutor e nem é necessário aceder a ela. As do habitáculo, como na garagem o painel solar fica sob uma generosa cobertura em vidro, estão sempre operacionais.
E lá abalei com os meus parceiros habituais.
A ponte de Entre-Os-Rios, tendo à direita desta a reconstruida ponte Hintze Ribeiro
Escolhemos como destino a mais que sabida EN para o Porto até que ao chegar à ponte do Freixo, o Gps teve ‘uma quebra’ e sem contar entramos numa nova AE que passa em Gondomar. Quando o Gps acordou, não tinha ainda a dita cuja e, quando pensamos melhor íamos em direcção a Valongo. Esta fartura de Auto-Estradas dá nisto… saímos e através de um emaranhado de ruas e ruelas, passamos em locais jamais antes visitados, Gens, Gondomar e Jovim, até que finalmente entramos na EN 108, que vem do Porto serpenteando o Rio Douro, até à barragem de Lever/(Crestuma), prosseguindo até Entre-Os-Rios onde atravessamos a ‘nova ponte’’ para do outro lado rumarmos ao local de pernoita (AS) de Castelo de Paiva.
O percurso direto tería sido de 75 Km, com estas impreparadas digressões, acabamos por fazer  122 Km!!!
Valeu pela passagem em locais de nós desconhecidos.
À chegada, pequeno passeio na pequena terra sendo brindados à chegada para o jantar com uma chuva não muito forte.
Dia 2 - domingo - 24.MAR.2013
CASTELO DE PAIVA - Raiva - Pedorido - EN 222 - Lousado - Canedo - Póvoas - Avintes - PARQUE BIOLÓGICO DE GAIA
Desde a madrugada que a chuva caiu abundantemente, fazendo-nos despertar por breves instantes.
Ao amanhecer o céu foi-se vendo livre das negras nuvens e deixava apenas que de tempos a tempos elas voltassem.
O 'mercadinho' mensal na sala de visitas de Castelo de Paiva
Não poderemos dizer que terá sido uma noite invernal, mas, uma inquietude me assolou noite fora até cerca do meio-dia.
Acontece que o meu filho, nora e neta, deveriam ter regressado de Paris na véspera no final do dia, e... devido ao mau tempo o avião não conseguiu aterrar muito embora se tenha feito à pista do Aeroporto Pedras Rubras umas três vezes. Estávamos a uns 40 kms do Aeroporto. 
Galináceos e até um cordeiro...
Seguiram para Lisboa onde, após um compasso de espera dentro do avião de 3 horas... optaram por seguir de taxi para tomar o ''Alfa'' com destino ao Porto e daí de ''metro'' até Pedras Rubras onde tinham a viatura... 
Serve esta explicação para quem me lê fora de Portugal, compreender como é que estando eu relativamente próximo do Aeroporto, não senti intempérie que fizesse desviar um avião para Lisboa... Felizmente chegaram bem a casa mesmo se passaram a noite em claro.
O requerido passeio pedestre pela Vila, onde decorria um 'mercadinho' mensal de produtos vários.
nada de aviário
pássaros vários multicolores
Dava gosto passar ao lado das inúmeras mini-tendas onde se vendia de tudo... animais caseiros, bolos e bolinhos, mel, azeite, pão... fruta... 
a simpatia dos locais era de alegria nos mais novos
As gentes da terra acorriam ao centro para passar pelas iguarias e, claro, assistir à missa do domingo de ramos.
Coelhos à mistura com patos e galinhas e galos...
Mesmo não parecendo um dia de Primavera, foi muito agradável a visita.
a igreja estava repleta de fiéis
uma casinha bizarra
daqui até lá ao fundo à esquerda... deu ainda para uma 'molha valente'...
Manhã fora, foram chegando uma três dezenas de autocaravanas. Viemos a saber que tinham estado numa aldeia a 3 km daqui numa festa ''de vinho''...
Não fiquei triste por não ter sabido... é que...
Decidido confecionar o almoço ''a bordo''.
Um arroz de lulas, onde os legumes abundavam e água... 
Como nos primeiros dias do ano no chek-up habitual registava uma série de items exagerados, havia de tomar a decisão de ''mudar radicalmente a alimentação''.
Consegui com esta decisão, em menos de 3 meses, reduzir 8 kg. de peso... apertar 4 furos no cinto... 
Como? Desta vez, cortando com bebidas que não a água, fritos, fumados etc, aumentar o consumo de frutas e ao jantar... uma sopa de legumes.
Et voilá!
De novo a caminho.
passagem na ponte de Pedonido - próximo da barragem de Crestuma
AS para AC do Parque Biológico de Gaia
Há já uns anos que havíamos pensado visitar o Parque Biológico de Gaia em Avintes.
Para lá seguimos desta vez pela margem esquerda do Rio Douro.
dentro do Parque, a entrada da AS com acesso vedado
A AS do Parque Biológico
Apenas duas autocaravanas Alemãs num espaço muito agradável e de condições magníficas.
fiz logo amizades no Parque
Pelo que nos disseram na receção, a AS é mais procurada por autocaravanistas estrangeiros que Portugueses... porque será?
O preço? 
9 alvéolos com 1 AC cada + 2 para duas cada.
1 AC = € 4,00 + € 4,00/pessoa - com visita incluida e eletricidade.
Local ideal para quem pretenda visitar VN Gaia ou Porto de autocarro.
Amanhã, caso o tempo o permita, visitaremos o Parque.
Percorridos (Dia 43 Km) - 165 Km
Veio do Senegal para 'animar' a pequenada... mas... cuidado com as suas bicadas...
Dia 3 - 2ª. feira - 25.MAR.13
O regresso devido à copiosa chuva
Toda a 'santa noite' a chuva caiu sobre a 'africana', de modo a que quando a mesma aumentava o caudal, me despertava do sono apetecido.
Saltei tarde do aconchego do 'edredon' e o cenário no exterior era o de um dia cinzento e de chuva incessante.

Consultadas as escrituras, leio que:
''Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi.
Aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves. (Ct 2:11-12)''
Mesmo se a palavra de deus diz que o inverno passa e a chuva cessa na primavera, pois num local como este apenas sinto a Primavera nos inúmeros chilreio da passarada que me chegam aos ouvidos e me trazem a esperança de melhores dias.

Todos os anos, o 'criador', traz através da primavera uma mensagem de esperança e renovação.
Já que a nível político essa primavera estará longínqua, a das estações também tarda em chegar, para podermos pelo menos ir observando e fruindo a natureza a desabrochar nas árvores e nos jardins, com o ressurgir das flores nas suas mais variadas cores e formas.
A palavra divina também afirma que o choro poderá durar uma noite, mas a alegria voltará pela manhã (SI 30:5)!!!
Pelos vistos, já nem a palavra divina é o que era!...
Assim, mais não me restava senão aproveitar a ida ao Parque para mesmo sob chuva intensa e contínua para o visitar.
Os meus amigos, ficaram-se pelo interior da AC.

No agradabilíssimo percurso, vinham-me à mente as atrocidades a que temos estado submetidos pelo poderio económico.
Pelo menos a Primavera (a das estações do ano), essa virá em breve certamente.
Até Che Guevara era dessa opinião:
Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.
Che Guevara
O simpático mas friorento texugo olhou-me de soslaio no seu ninho.
Não vi ainda muitas flores, vi as ramagens a despontar e a aflição dos animais do parque a enfrentarem a rigidez da meteorologia.
Não pude colher a alegria das flores da primavera mas frui da natureza enquanto ainda é tempo.
Conclui nesta digressão matinal, que mais tristes que eu próprio estariam as dezenas de corços que me vieram saudar em busca de comida.
O corço macho tem astes...
O objectivo do Parque Biológico é a compreensão, pelos visitantes, da paisagem da região, incluindo todos os seus componentes (flora, fauna, clima, arquitectura rural, usos e costumes, hidrografia, etc.) e do contraste entre essa paisagem agro-florestal, que se preserva no Parque, e a envolvente urbana. Por isso o Parque é, antes de mais, um memorial da paisagem da região, que está a perder as suas características em favor da construção.
Os elementos dessa paisagem – as bouças, os campos de cultivo, os caminhos vicinais, as casas rurais, os moinhos, o ribeiro, os muros, as noras, os açudes, a fauna selvagem e a flora espontânea, o homem e a sua cultura – estão representados no Parque Biológico e são preservados e explicados ao visitante que ali revê o moinho da sua infância ou a poça de água do ribeiro onde aprendeu a nadar.

Vi centenas de bandos de flamingos em Marrocos e no Senegal... aqui, em ambiente fechado, uma dúzia deles fazem o regalo da pequenada.
Um pequeno espaço de vegetação tropical
Em Avintes, onde o betão abunda, um espaço simpático onde a natureza abunda.
O rio Febros a transbordar
para além dos verdes, as poucas flores com cores de primavera
É possível o alojamento no Parque:
Alojamento para 1 casal: € 35,00 - Outros preços AQUI + AQUI - Restaurante e Café.

O regresso antecipado com a chuva sempre presente.
Apesar da chuva, gostei do que vi, e voltarei de novo.
Um bom local para quem pretenda visitar o Porto - existe a 50 mts paragem para autocarros.
No final da A1 - instantes após de despiste com incêndio... coisas da intempérie?
Percorridos: 233 Km ( Dia 68 Km)
Informações para autocaravanistas: AQUI 
Com AS e eletricidade gratuita.


sábado, março 16, 2013

O Porto aqui tão perto

Dia 13.MAR.13 - 4ª. FEIRA
P O R T O
Este início de ano, tem sido fértil em dias de chuva, vento, frio e neve, mas também de aumentos de impostos (brutais) sobre a população.
Cortes em tudo, desde a Educação à Saúde.
Tudo somado, a ansiedade e o temor pelo futuro, vão fazendo com que a 'africana' se vá mantendo na garagem.
Como seria previsível, pelo menos em termos de meteorologia, eis que se concretiza a melhoria e o Sol nos brindou nesta 4ª.feira - 13.
Havia de se aproveitar para uma agradável viagem no comboio urbano que nos levou uma vez mais até à cidade do Porto.
Haveremos de repetir esta ementa certamente, alterando apenas alguns dos locais a visitar.
bizarra - Rua Sta catarina
Desta vez, repetimos um pouco aquilo que já conhecemos de longa data, ou seja, subimos a íngreme ''31 de janeiro'' numa manhã onde se estava bem sob o sol já meio primaveril e bastante pior nas partes de sombra, onde um frio puxado a vento nos levava a fechar os agasalhos e a enrolar bem em torno do pescoço o quente e aconchegante cachecol.
Uma olhada curiosa para a 'Batalha' e o passeio de entra e sai nos estabelecimentos da Rua de Santa Catarina.
Mercado do Bolhão 
Chegada a hora de almoço,  ''os Aliados'' onde a granítica e 'descabelada' avenida foi atravessada, para uma visita à minúscula lojinha de materiais de iluminação onde se encontra de tudo, lâmpadas de géneros vários e os tão procurados ''leds'' que no caso das autocaravanas se tornam numa importante melhoria na poupança de energia.
Como se trata de casa onde também se encontram materiais para residências, aqui vai a sugestão: Casa Cofic (Rua do Almada, 262-A) a 30 mts da Avª Aliados. 
Curiosidade: adquiri as lâmpadas Led 10SMD a € 6,95 - 1,5W
A fita de leds a cerca de € 10,00 o metro (preparam no instante).
Paragem obrigatória para almoço, na Praça Filipa de Lencastre, onde ''as diárias'' ainda nos são servidas com razoável qualidade e a preço aceitável.
Haveríamos de prosseguir, descendo a ''Avenida''  em direção ao Mercado Ferreira Borges, e uma vez mais fazer o magnífico percurso que vai da ''Alfândega'' até à ''Ribeira''.
Contrastando com a tarde fria e ventosa, o Sol abria o apetite àquelas e aqueles que o gostam de fruir, ainda mais num ambiente imensamente belo e ímpar.
Esta zona do Centro Histórico, será a área mais antiga da cidade, classificada como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1996 merecidamente.
Um conjunto urbano que se nos apresenta com uma imagem de rara beleza.
 Caminhar descontraidamente pelas típicas ruelas deste núcleo, é depararmos em cada passada com a incontestável hospitalidade das gentes da cidade, que aliado a esta panorâmica deslumbrante sobre o casario e o rio Douro nos fazem sentir num cenário incomensuravelmente   ímpar no Mundo.
A sempre agradável pausa junto ao cais da Ribeira, de onde saem os cruzeiros e onde se saboreia o rio e a vista, ponto de encontro privilegiado da história e das pessoas e palco de animação espontânea regular.
Funicular dos ''Guindais'' que liga ''a Batalha'' ao tabuleiro inferior da Ponte D. Luis
Haveríamos de calcorrear uma vez mais o tabuleiro inferior da velha ponte de Eiffel, batizada de D. Luis I.
do lado de cá do Restaurante... através dos vidros... a Ribeira
Já na margem esquerda, do lado das Caves de ''Vinho do Porto'', uma outra visão da ''Ribeira'' que no seu conjunto nos delicia o olhar.
Mesmo se prefiro ver as velas dos barcos ''rabelos'' na primavera ou verão,  enfunadas ao vento mostrando a sua soberba, contentamo-nos  com o avivar memórias antigas já que os ''pipos'' lá estavam.
Ensaiamos a subida no teleférico que vai da zona ribeirinha até ao Jardim do Morro (ao pé do tabuleiro superior da ponte D. Luis), mas o seu custo algo exagerado fez com que efetuássemos a subida a pé.
 Num murete sobranceiro à Ribeira, retemperamos forças despendidas na subida enquanto o olhar captava mais sensações que o regalavam.
Estarei em crer, que mesmo as gaivotas vem aqui como que a dar ainda um ar mais belo ao local.
Vímara Peres
De novo na margem direita, à saída da ponte, a visita ao largo e à Sé do Porto.
O ''pelourinho'' da Sé do Porto
A Sé do Porto, lá estava no coração do Centro Histórico, com a sua rude mas imponente altivez.
Entrei uma vez mais, mas como em visitas anteriores, não me cativou talvez pela ''escuridão'' sentida e pelas inúmeras reconstruções e consequentes misturas de estilos.
Dali, descemos a estreita e movimentada rua do Loureiro pejada de pequenos comércios, onde a maioria de lojas são de Indianos.
Chegados à Estação de São Bento, de novo de comboio até Braga. Um dia agradável e nada rotineiro.